Reuters/Ipsos: Rejeição a Trump bate 62% em meio a guerra no Irã

Aprovação do presidente norte-americano estagna em 36%, o menor nível de todo o seu mandato

  • Por Jovem Pan
  • 21/04/2026 12h44
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EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL Washington (Estados Unidos), 14/07/2025. - O presidente dos EUA, Donald Trump, Reuters/Ipsos: Rejeição a Trump bate 62% em meio a guerra no Irã

Um levantamento da Reuters/Ipsos revelou que a taxa de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estagnou em 36%, mantendo-se no nível mais baixo de todo o seu mandato. A pesquisa, que durou seis dias e foi concluída na segunda-feira (20), aponta que a rejeição ao republicano chegou à marca de 62%. O valor inalterado em relação ao mês anterior contrasta com a sua maior taxa de aprovação, de 47%, alcançada logo após a sua posse.

Os dados mostram que muitos americanos — incluindo membros do Partido Republicano — têm preocupações sobre o temperamento e a lucidez mental do presidente após uma série de “explosões agressivas”. Segundo a pesquisa, apenas 26% dos americanos consideram Trump um líder equilibrado. Dentro do seu próprio partido, a divisão é clara: 53% dos republicanos o consideram equilibrado, enquanto 46% afirmam que ele não é.

A crise de popularidade tem raízes diretas na política externa. Trump vem sofrendo forte pressão desde que começou, junto com o governo de Israel, o conflito no Irã, em fevereiro. A guerra no Oriente Médio elevou os preços dos combustíveis, afetando diretamente a população. Além disso, a opinião pública tem questionado a guerra tarifária imposta pelo presidente e ações envolvendo agentes duplos.

Risco nas eleições de meio de mandato

Analistas políticos apontam que o presidente foi traído por um excesso de confiança. Após ser bem-sucedido em uma operação na Venezuela — que resultou na queda e prisão de Nicolás Maduro —, Trump passou a se considerar infalível. No entanto, ao entrar no conflito contra o Irã, o republicano quebrou uma de suas principais promessas de campanha: a de não envolver os Estados Unidos em novas guerras no Oriente Médio.

A principal proposta de sua plataforma era evitar conflitos externos para focar 100% da gestão no desenvolvimento interno do país. Contudo, ao tentar intervir no déficit da balança comercial e na geopolítica do Oriente Médio de forma agressiva, o cálculo político de Trump se mostrou equivocado, gerando problemas na economia e minando sua base de apoio.

O erro estratégico ocorre no pior momento possível: às vésperas das eleições de meio de mandato (midterms). Com a queda na popularidade, existe hoje uma probabilidade gigantesca de que o Partido Republicano perca a maioria nas casas legislativas.

Caso perca o controle do Congresso, analistas avaliam que Trump se tornará um presidente “inócuo” em seus dois últimos anos de mandato, incapaz de aprovar seus projetos.

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