Reverter privatização da Eletrobras arriscaria segurança jurídica do Brasil, diz BNDES

Pré-candidatos à Presidência da República têm questionado negociação e ameaçam mudar o quadro caso eleitos

  • Por Jovem Pan
  • 13/05/2022 12h57
FOTO: FABIO MOTTA/ESTADAO BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou que está confiante na aprovação da capitalização da Eletrobras na semana que vem no Tribunal de Contas da União (TCE), mas alertou que uma oferta de ações na empresa dificilmente seria bem sucedida entre a segunda quinzena de julho e início de setembro deste ano. Para ele, o período corresponde às férias no hemisfério, justamente quando há menor liquidez no mercado. A primeira janela para a privatização da estatal já foi perdida, após o ministro Vital do Rego, do TCU, fazer um pedido de vistas na sessão do mês passado. A previsão é que a votação seja retomada na próxima semana, apesar do ministro pedir uma auditoria nas provisões feitas pela Eletrobras. A privatização da estatal de energia vem sendo discutida há anos e o governo tenta viabilizar a ação para 2022, mas alguns pré-candidatos à Presidência da República têm questionado e ameaçam reverter a venda caso ela seja efetivada este ano. Montezano disse que, juridicamente, isso seria impossível de ser feito, a não ser que um governo futuro deseje comprar novamente as ações da Eletrobras no mercado. “Se a gente tiver no Brasil um ambiente em que regras e contratos passam a ser desfeitos, acho que quem perde mais é o cidadão brasileiro mais necessitado que, enfim, vai ter menos acesso a emprego e menos acesso a capital”, disse.

Pessoas ligadas ao processo de privatização da estatal ouvidas pela Jovem Pan News minimizaram o pedido do ministro Vital do Rego de auditoria e disseram que ele estaria tentando protelar a negociação. As mesmas pessoas afirmaram ainda que as provisões são feitas constantemente e fazem parte da rotina de uma empresa de capital aberto e que elas foram analisadas internamente, pela diretoria da empresa e pelo conselho, com aval de acionistas, inclusive minoritários, e externamente, pela CVM e por uma auditoria independente

norte O Executivo espera que a votação seja conduzida de forma técnica no tribunal. De acordo

*Com informações do repórter Rodrigo Viga