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Ricardo Nunes diz que comércio na Rua 25 de Março não é ilegal

Prefeito enfatizou que, caso haja venda de produtos falsificados, a responsabilidade de fiscalização recai sobre a Receita Federal e os órgãos de combate à pirataria, com o apoio do município

Felipe Cerqueira

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), participou da cerimônia comemorativa ao 93° aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932
Prefeito Ricardo Nunes participou da solenidade da Revolução Constitucionalista de 1932 Raul Luciano/Ato Press/Estadão Conteúdo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), posicionou-se em defesa do comércio na famosa Rua 25 de Março, afirmando que não pode ser considerado ilegal. Esta declaração veio à tona após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizar uma investigação comercial que inclui a icônica rua paulistana. Nunes enfatizou que, caso haja venda de produtos falsificados, a responsabilidade de fiscalização recai sobre a Receita Federal e os órgãos de combate à pirataria, com o apoio da prefeitura.

A Univinco, associação que representa os comerciantes da região, reforçou que a 25 de Março é um dos maiores polos comerciais do país, abrigando mais de 3.000 estabelecimentos formais que geram empregos e pagam impostos. A entidade também destacou que, embora existam pontos isolados de comércio irregular, como a pirataria, essas práticas são ativamente fiscalizadas e combatidas pelos órgãos competentes. A Univinco sublinhou que a maioria dos lojistas opera de forma legal e transparente, com produtos principalmente importados da China, sem relação direta com os Estados Unidos.

Analistas sugerem que a investigação norte-americana pode impactar a competitividade de mercados informais, devido à presença de mercadorias chinesas que, muitas vezes, entram sem o devido pagamento de impostos, prejudicando a concorrência justa.

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A situação ganhou destaque internacional, pois o Brasil parece ser o primeiro país a ter uma rua específica nomeada em uma investigação desse tipo. Especialistas apontam que a questão transcende aspectos econômicos e comerciais, envolvendo também preocupações políticas. O histórico de negociações de Donald Trump sugere que há espaço para diálogo, com possíveis ajustes nas tarifas. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil responderá à investigação e buscará uma negociação urgente, lembrando que, em 2016, o país conseguiu negociar tarifas pesadas sobre o aço.

*Com informações de Beatriz Manfredini

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*Reportagem produzida com auxílio de IA