Ricardo Nunes diz que proposta da taxa do lixo não deve ser enviada à Câmara

Prefeitura de São Paulo negocia uma troca de dívida com a União para subsidiar os resíduos sólidos; ideia inicial era de cobrar a nova tarifa a partir de 2022

  • Por Jovem Pan
  • 05/10/2021 08h14 - Atualizado em 05/10/2021 09h50
DANILO M YOSHIOKA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 26/05/2021 O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes Taxa do lixo já existiu na cidade e sofreu muitas críticas ao ser criada pela então prefeita Marta Suplicy (PT), em 2022

A polêmica taxa do lixo não deve ser implementada na capital paulista. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, destacou que a proposta não será mais enviada a Câmara Municipal. A justificativa é que a prefeitura está em entendimentos com a União para uma troca de dívidas, com isto, segundo ele, seria possível subsidiar a questão dos resíduos. “Tem uma série de ações, de ajustes fiscais. Com relação a eco taxa, estamos fazendo um estudo, mas é muito possível que não enviemos essa taxa”, disse. São Paulo tem uma dívida de R$ 25 bilhões com o governo federal e paga cerca de R$ 250 milhões ao mês para quitar o débito. Em contrapartida, o município cobra da União uma indenização pelo uso do Campo de Marte, localizado na zona norte, durante décadas. De acordo com Nunes, as conversas estão adiantadas para o encontro de contas.

“A gente está bem avançado na negociação com o governo federal para fazer a troca de dívida do município com a ação do Campo de Marte. Se concretizando isso, teremos recursos para subsidiar essa questão dos resíduos sólidos”, afirmou. A taxa do lixo já existiu na cidade e sofreu muitas críticas de parlamentares e da própria população ao ser criada pela então prefeita Marta Suplicy (PT), em 2022. Agora, a ideia inicial era de cobrar a nova tarifa a partir de 2022. O valor não estaria incluso no IPTU.

*Com informações do repórter Daniel Lian