Rodrigo Maia afirma que PEC Emergencial é ‘prioridade número um’

Ministro da Economia, Paulo Guedes, negou que o Ministério da Economia vai ser desmembrado, dizendo que a possibilidade “não existe”

  • Por Jovem Pan
  • 09/10/2020 06h41 - Atualizado em 09/10/2020 08h24
Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados Na visão de Maia, sem a aprovação da PEC, o país caminha para o precipício

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, traçou a PEC Emergencial como prioridade para este ano. Além de tratar do cumprimento de regras fiscais, como o teto de gastos e a chamada regra de outro, a proposta deve trazer as fontes de financiamento do Renda Cidadã — programa de transferência de Renda que o governo pretende criar. Na visão de Maia, sem a aprovação da PEC, o país caminha para o precipício. “As nossas despesas crescem mais que a inflação. Nossos gastos, pelo teto, só podem crescer a inflação. Estamos indo para o precipício todos juntos.”

A prioridade número dois, para o presidente da Câmara, é a reforma tributária. O objetivo do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro, era entregar o texto no início de outubro. Mas como alguns pontos ainda não foram pacificados e devido a isso o governo não enviou as futuras fases da reforma, não há previsão de votação. Porém, Maia acredita que nas próximas semanas, é possível resolver os impasses. “Hoje nós temos algumas divergências, todos sabem quais são. Mas temos que ter a maturidade e compreensão, sentar na mesa e construir os caminhos. O que a gente precisa é fazer um esforço grande para ter um texto com apoio majoritário na Casa para ir ao plenário.”

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez questão de mostrar alinhamento com Maia, dizendo que eles têm agendas convergentes. E demonstrou otimismo com o andamento das reformas. “Estamos retornando às reformas, como mencionou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A reforma administrativa na Câmara, a tributaria na comissão mista, o pacto federativo no Senado”, disse. Guedes negou que o Ministério da Economia vai ser desmembrado, dizendo que a possibilidade “não existe” e que isso é “conversa fiada”. Havia boatos de que, a pedido do centrão, o governo estudava recriar a pasta da Indústria e Comércio Exterior — que passou a estar sob o guarda-chuva de Guedes no atual governo.

*Com informações do repórter Levy Guimarães