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Rússia questiona EUA sobre fornecimento de mísseis à Ucrânia

Armamento, conhecido como Tomahawk, possui alcance de até 2.500 km e seria capaz de atingir importantes cidades russas, como Moscou e São Petersburgo

Nicolas Robert

Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirma que 'ainda não há avanços na organização de uma cúpula sobre a questão ucraniana'
Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirma que 'ainda não há avanços na organização de uma cúpula sobre a questão ucraniana' Maxim Shemetov / POOL / AFP

A Rússia aguarda esclarecimentos oficiais dos Estados Unidos a respeito do possível fornecimento de mísseis de longo alcance à Ucrânia, tema muito discutido no cenário internacional. O cerne da preocupação russa reside na informação de que tais armamentos podem ser capazes de carregar ogivas nucleares.

A discussão ganhou destaque após o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, anunciar a possibilidade de conceder mísseis de longo alcance à Ucrânia. As armas em questão são os mísseis Tomahawk, conhecidos no meio militar por terem um alcance de até 2.500 km. Com essa capacidade, o armamento seria capaz de, a partir do território ucraniano, atingir grandes centros urbanos russos, incluindo a capital Moscou e São Petersburgo.

Diante do potencial nuclear dos mísseis e de seu alcance estratégico, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, questionou as autoridades americanas, aguardando uma confirmação ou negação formal do envio.

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A Rússia deixou claro o alerta: caso o fornecimento seja confirmado, as relações diplomáticas entre Moscou e Washington podem tomar um “rumo completamente diferente”. O Kremlin ressalta que essa escalada inviabilizaria tanto o fim da guerra na Ucrânia quanto qualquer possibilidade de um cessar-fogo.

*Com informações de Luca Bassani

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*Reportagem produzida com auxílio de IA