Sabesp: 2,1 milhões de pessoas terão isenção de tarifa, afirma Marcos Penido

  • Por Jovem Pan
  • 05/06/2020 08h20 - Atualizado em 05/06/2020 08h31
Divulgação/CesanO secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo afirmou ainda que os casos de inadimplência de outros consumidores serão analisados individualmente

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Marcos Penido, afirmou, em entrevista ao Jornal da Manhã desta sexta-feira (5), que cerca de 2,1 milhões de pessoas terão isenção da tarifa de pagamento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Essa parcela se refere às famílias mais vulneráveis cadastradas em programas da empresa, como a tarifa social e a tarifa favela, que já recebiam subsídios diferenciado na conta.

Penido conta que, inicialmente, a isenção aconteceria até 30 de junho. Entretanto, considerando os efeitos na pandemia da Covid-19 na renda destas famílias, o governador do estado de São Paulo, João Doria, anunciou a extensão do subsídio até 31 de junho.

Com a decisão do governador, serviços de abastecimento de água e gás natural não serão interrompidos para as pessoas de baixa renda. A medida foi acordada com as companhias a Sabesp, a Comgás, a GasBrasiliano e a Naturgy e anunciada em 2 de junho.

Penido explicou que o valor da isenção entrará no balanço da Sabesp e destacou a função da empresa durante o período de pandemia. “A Sabesp, além de ser uma empresa que tem cotação na Bolsa e que tem toda a função empresarial, ela também tem seu lado social. Tem que olhar isso [isenção] como uma medida necessária para garantir o abastecimento e sustento das famílias, porque água é essencial. A conta desse valor iremos apurar sim, mas será uma questão que fica absorvida na função social que temos que realizar.”

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo afirmou que os casos de inadimplência de outros consumidores, que não são de baixa renda, serão analisados individualmente pela Sabesp para propor parcelamentos das dívidas, se necessário. Segundo ele, oportunismos e má intenções também serão considerados.

“Primeiro a gente acredita na honestidade das pessoas, se houve uma má intenção nós sabemos e temos como medir o que vinha sendo gasto e o que aconteceu no período. Vamos entender qual foi a dificuldade para entender aqueles que precisam fazer um parcelamento e aqueles que devem ser cobrados de maneira efetiva porque não têm essa necessidade.”