‘Sem voto impresso não vai ter eleição em 2022’, afirma Bolsonaro

Presidente criticou o ministro Luís Roberto Barroso e deixou claro que, se a medida for aprovada no Congresso, a Justiça Eleitoral ‘terá que dar um jeito’

  • Por Jovem Pan
  • 07/05/2021 11h44 - Atualizado em 07/05/2021 16h19
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO - 03/12/2020 Bolsonaro, durante a tradicional live nas redes sociais, ainda lamentou o ataque contra uma creche em Santa Catarina

O presidente Jair Bolsonaro reagiu nesta quinta-feira, 6, com irritação às afirmações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, que afirmou que o voto impresso no país criaria um caos com a judicialização das eleições. Irritado, o presidente, que defende a tempos a necessidade da mudança, criticou o ministro e deixou bem claro que, se a medida for aprovada por deputados e senadores, a Justiça Eleitoral terá que dar um jeito e se apressar para colocar a mudança em vigor. “Ele é o dono do mundo o Barroso, só pode ser. Um homem da verdade absoluta, não pode ser contestado. Se o parlamento brasileiro na Câmara e no Senado aprovar e promulgar, vai ter voto impresso em 2022 e ponto final. Não vou nem falar mais nada. Vai ter voto impresso. Se não tiver, não vai ter eleição.”

Bolsonaro, durante a tradicional live nas redes sociais, ainda lamentou o ataque contra professores e crianças em uma creche em Santa Catarina. “Espero que tirem informações dele, do que esse maluco foi fazer lá. E que mofe na cadeia, caso venha a sobreviver. Se ele morrer também, não vou ficar triste, não.” Preocupado com a violência, o presidente ainda citou como ponto positivo o fato de não termos mais invasões de terra no país. A justificativa, segundo ele, seria o fato do governo ter cortado repasse de recursos para o MST. Até por conta disso, ele defendeu a necessidade de se proteger a propriedade no campo. “Tem a posse de arma de fogo na sua casa, pode montar um cavalo e andar por toda a fazenda armado. Se encontrar alguém, mete fogo, pô. É propriedade privada, é sagrada.” De olho na campanha eleitoral do ano que vem, o presidente voltou a defender o nome do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, para o governo de São Paulo.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin