Senador diz que não vai pedir desculpas a Renan por bate boca na CPI: ‘Não faço questão’

Jorginho Mello afirmou que episódio foi um dissabor, mas que ‘tudo tem limite’

  • Por Jovem Pan
  • 24/09/2021 09h27 - Atualizado em 24/09/2021 09h29
Edilson Rodrigues/Agência SenadoJorginho Mello ponderou que o colegiado está fazendo um trabalho parcial, já que não avançou nas investigações sobre Estados e municípios

O senador Jorginho Mello (PL) comentou sobre o bate boca que protagonizou com o senador Renan Calheiros (MDB). Durante sessão da CPI da Covid-19 nesta nesta quinta-feira, 23, o parlamentar discutiu com o colega após o relator do colegiado dizer que o governo Bolsonaro “é corrupto”, a discussão avançou e o parlamentar do PL chamou o emedebista de “ladrão e picareta”. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta sexta-feira, Jorginho Mello disse que a situação foi um “dissabor, mas que “tudo te limite” e ressaltou que “não tem sangue de barata”. “A gente não pode se curvar e deixar passar batido ataques do Renan, um cara que não tem moral para falar com ninguém. Carregado de processos, ficha suja”, disse o parlamentar, que não deve pedir desculpas ao colega. “Não falei com Renan, falo muito pouco, não faço questão, não pedi desculpas e não vou pedir. […] Não me arrependo do que disse ontem [quinta]. Não tenho admiração ou apreço pelo Renan”, completou.

Ao fazer uma análise sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), Jorginho Mello ponderou que o colegiado está fazendo um trabalho parcial, já que não avançou nas investigações sobre os possíveis desvios de verbas ocorridos em Estados e municípios durante a pandemia. “CPI poderia prestar um serviço muito melhor se investigasse o caminho do dinheiro”, defendeu. Na visão do senador, as discussões no colegiado mostram que é preciso um rigor maior. “Cadê os órgãos de controle, isso é uma feira?”, questionou Mello, que continuou falando sobre o tema. “[O relatório] vai para o Ministério Público, a Procuradoria-Geral da República vai avaliar e processar quem tiver que processar. Quem tiver alguma coisa errada que se vire, não vou botar a mão na cabeça de ninguém. […] Tem que punir, tem que investigar por quem é competente para investigar desapaixonadamente. Não estou lá para proteger ninguém. Estou na CPI para cumprir missão de punir quem tiver que punir, com verdade e seriedade.”