Sequestradores do Pix são presos após resgate de vítima em São Paulo

Objetivo da quadrilha era obrigar o refém a transferir dinheiro para a conta de terceiros por meio do sistema de pagamento instantâneo

  • Por Jovem Pan
  • 27/08/2021 11h15 - Atualizado em 27/08/2021 18h13
Divulgação/ PCPRTrês envolvidos no crime foram autuados por extorsão e tortura; policiais tentam agora identificar outros integrantes do grupo

Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC/SP) conseguiram libertar um homem de 55 anos que estava em um cativeiro localizado no Bairro Parada de Taipas, na Zona Norte de São Paulo. Ele estava sendo mantido como refém por três sequestradores, suspeitos de envolvimentos em pelo menos outros dois casos similares. O objetivo da quadrilha, formada por dois homens e uma mulher, era obrigar a vítima a transferir dinheiro para conta de terceiros por meio do Pix, sistema bancário de transferência instantânea. Investigadores apuravam ataques recentes com foco no dispositivo quando detectaram um imóvel que era utilizado pelos criminosos. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o veículo usado nas ações e conseguiram prender dois homens que deixavam o imóvel.

Na residência, a equipe do Deic encontrou a vítima, que estava há uma hora em poder dos criminosos. O objetivo era manter o microempreendedor em cativeiro até a manhã nesta sexta-feira, 27, para finalizar todas as transações. O delegado Jacques Ejzenbaum conta como os policiais chegaram aos bandidos e o modo de ação da quadrilha. “Já temos dois inquéritos instaurados de quadrilhas que fazem sequestro para fazer saques de Pix. Por meio dessa ação de campo e de informações privilegiadas, chegamos a esse local, que possivelmente seria o cativeiro usado pela gangue. Com um aplicativo de encontro, uma moça se passando por pretendente fez o encontro com a vítima no local combinado, e então duas pessoas pegaram e levaram o homem ao cativeiro”, disse. Foi apreendido um simulacro de arma de fogo, um facão e lacres de plástico, além do veículo usado nas ações. Os três participantes do crime foram autuados por extorsão e tortura. Os policiais tentam agora identificar outros integrantes do grupo.

*Com informações do repórter Paulo Edson Fiori