Setor automotivo busca alternativas por transporte de baixo carbono

Segmentos automotivo e de biocombustíveis se juntaram para lançar o movimento de Mobilidade Sustentável de Baixo Carbono (MSBC); lançamento ocorre pouco antes da Cop 26

  • Por Jovem Pan
  • 28/10/2021 08h17
Banco de imagens/PixabaySegundo entidades, é necessário encontrar uma solução que ajude o planeta

O movimento de Mobilidade Sustentável de Baixo Carbono (MSBC), lançado nesta quarta-feira, 27, foi criado por entidades dos setores automotivo e de biocombustíveis com um único objetivo: a descarbonização. O lançamento do movimento contou com a participação da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e de outras entidades como a Única, o Sindipeças, Sindicato Nacional de Indústrias de Componentes para Veículos Automotores, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva e a Sociedade de Engenharia Automotiva. O consultor de mobilidade da União da Indústria de Cana de Açúcar Ricardo Abreu explica que o mais importante é fazer isso da forma correta, ao longo de todo o ciclo de vida do produto e de forma sustentável. “Essa combinação da utilização eficiente de combustíveis de baixo carbono, e essa característica de baixo carbono é conhecida como intensidade de carbono dos combustíveis, ela dá origem à emissão de gás de efeito estufa, o CO2 equivalente, do poço à roda. No Brasil nós já temos programas federais importantes que trabalham em diferentes áreas dessa etapa poço à roda”, afirmou.

Todas as entidades se prometeram a assinar o protocolo de intenções do Movimento Mobilidade Sustentável de Baixo Carbono. Além disso foram feitos contatos com o setor acadêmico para realização de parcerias com o objetivo de realizar pesquisas e desenvolver tecnologias, como por exemplo célula de combustível a etanol, hibridização com  biocombustível e etanol de segunda geração. O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, destacou o estudo ‘O Caminho da Descarbonização do Setor Automotivo no Brasil’ com uma contribuição da entidade para o debate com todos os setores envolvidos com a cadeia automotiva do país, bem como com o poder público. “Temos que pensar em volumes de sustentação de veículos, eventualmente de combustíveis ou de conhecimento ou de tecnologia, para que a gente tenha uma solução que ajude o nosso planeta no final do dia. Não temos esse problema, a gente bate de forma muito transparente aqui, obviamente cada empresa vai decidir o seu plano de investimentos como vai colocar suas moedas nessas novas tecnologias”, disse. O lançamento do Movimento Mobilidade Sustentável de Baixo Carbono foi realizado próximo a Cop 26, que é a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas de 2021,  que acontece no dia 12 de novembro.