Sob pressão, Pazuello discute vacinação nesta quarta-feira com governadores
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, está sendo pressionado em três frentes por conta das medidas adotadas pela pasta durante a pandemia do coronavírus. De um lado, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a Polícia Federal a realizar diligências no inquérito que investiga eventual responsabilidade de Pazuello na crise de saúde pública de Manaus. Do outro, a Frente Nacional de Prefeitos reclama da “escassez” de vacinas em cidades brasileiras. Para a entidade, a situação é culpa da forma como o governo federal coordena o combate à pandemia de Covid-19. Em entrevista à Jovem Pan, o ex-prefeito de Campinas, Jonas Donizette, presidente da Frente, cobrou que o país tenha um cronograma com prazos para vacinação em território nacional. “Tudo que a gente fica falando, tudo que a gente fica planejando, quem executa são os municípios. E para nós é muito importante ter essas informações de quantidade e data para poder fazer uma programação bem feita para a população.”
Eduardo Pazuello se reúne, nesta quarta-feira, 17, com o consórcio de governadores. O encontro foi solicitado em 31 de janeiro e, que é desde quando os comandantes estaduais esperam um cronograma detalhado de como o governo pretende distribuir as vacinas até, pelo menos, abril deste ano. Os governadores também querem saber como andam as tratativas para a chegada e autorização do uso de outros imunizantes no país, como a vacina Sputnik, de origem Russa. Há ainda uma terceira via de pressão sobre o ministro da Saúde, que vem do parlamento. Deputados e senadores de oposição pressionam para a abertura de uma CPI para investigar as ações do governo federal no combate à pandemia. A expectativa é que o senador Rodrigo Pacheco reúna o colégio de líderes ainda nesta semana para decidir sobre a instalação da Comissão. Em nota, a Confederação Nacional de municípios declarou nesta terça-feira ser “necessária, urgente e inevitável” a troca do ministro da saúde. Segundo a entidade, Pazuello não tem condições de conduzir a superação da pandemia e deve ser substituído “para o bem dos brasileiros”.
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*Com informações do repórter Antônio Maldonado
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