SP dá início a ações da ‘Semana de Combate ao Aedes Aegypti’ nesta segunda
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Com a chegada do período de chuvas e o aumento das temperaturas, sobe, também, a preocupação com a proliferação do Aedes Aegypti. O mosquito — que transmite dengue, chikungunya e zika vírus — pode picar cerca de 300 pessoas em apenas um mês.
Por isso, a Secretaria da Saúde de São Paulo começa, a partir desta segunda (10), a primeira Semana Estadual de Mobilização contra o Aedes Aegypti deste ano.
Segundo a pasta, 80% dos focos de criadores do inseto estão dentro das residências. E a intenção é engajar moradores e prefeituras na luta contra o mosquito e realizar ações de combate.
O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcos Antônio Cyrillo, ressalta que a participação da população é fundamental.
“Você tem que esse mosquito fica dentro da sua casa também. Atras da cortina, dentro do armário, embaixo da mesa. Todo mundo já sabe que água parada, pneu, caixa d’água e plantas são ambientes em que os mosquitos se proliferam. Então temos que tomar muito cuidado com esses criadouros.”
Jean Gorinchteyn, médico infectologista do Emílio Ribas, alerta para a periodicidade com que a limpeza e inspeção dentro de casa devem ser feitas. “Façam a inspeção semanal. Uma vez que existir a deposição, uma semana depois já temos um outro voando. Tem que ser feito semanalmente.”
De acordo com a Secretaria da Saúde de São Paulo, somente em janeiro deste ano foram confirmados 10,8 mil de dengue com duas mortes: um em Presidente Venceslau e outro em Osvaldo Cruz.
O número caiu em relação a janeiro de 2019, mas a pasta acredita em uma alta entre fevereiro e março deste ano. Em janeiro de 2020, também foram registrados 8 casos de chikungunya e 1 de zika vírus.
*Com informações da repórter Beatriz Manfredini
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