Vacina de Oxford pode reduzir transmissão de Covid-19 em 67%, mostra estudo

Mesmo documento apontou que uma dose da vacina da AstraZeneca pode oferecer 76% de proteção por até três meses

  • Por Ulisses Neto/Jovem Pan
  • 03/02/2021 07h51 - Atualizado em 03/02/2021 08h00
02/12/2020 - Foto: CADU ROLIM/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDODado é bastante animador porque indica que a vacina pode ajudar a reduzir drasticamente o número de novos casos

O governo conservador comemora nesta quarta-feira, 3, os resultados preliminares de um novo estudo feito pela Universidade de Oxford. Os resultados iniciais, que ainda não foram divulgados em publicação científica, apontam que a vacina produzida pela AstraZeneca também reduz bastante a transmissão da Covid-19. Os responsáveis pelo estudo dizem que a vacina pode cortar em até 67% os riscos de transmissão. O dado é bastante animador porque indica que a vacina pode ajudar a reduzir drasticamente o número de novos casos de maneira mais rápida.

Ainda não se sabia se as vacinas poderiam reduzir também o risco de transmissão, além de proteger o imunizado dos sintomas do coronavírus. Pfizer e Moderna, por exemplo, ainda não divulgaram estudos neste sentido. O mesmo estudo de Oxford também apontou que uma dose da vacina da AstraZeneca pode oferecer 76% de proteção por até três meses. Esse dado, em particular, é importante porque corrobora a estratégia adotada pelo governo britânico de atrasar a aplicação da segunda dose.

A iniciativa foi adotada para conseguir vacinar o maior número de pessoas possível em um primeiro instante. Mas como os estudos iniciais não haviam testado essa estratégia, muitos especialistas ao redor do mundo criticaram a postura britânica. Até agora o Reino Unido já vacinou mais de 9,5 milhões de pessoas — quase um em cada seis britânicos recebeu a primeira dose. A França, no entanto, decidiu ontem seguir a Alemanha e não vai aplicar a vacina da AstraZeneca em maiores de 65 anos de idade. A decisão foi tomada por conta da falta de dados específicos para essa faixa etária nos estudos realizados até agora.

Adeus a Tom Moore

Os britânicos prestam suas homenagens ao Capitão Tom Moore, que morreu na terça-feira, 2, aos 100 anos de idade. Moore se tornou uma referência no país no ano passado de forma até que bastante inusitada. O militar aposentado apareceu na BBC liderando uma campanha para arrecadar fundos para o sistema público de saúde. O veterano da Segunda Guerra Mundial comoveu o país, que estava no auge da primeira onda, com palavras bem singelas, mas que eram — e ainda são — o que país precisava ouvir: Amanhã vai ser melhor que hoje. A campanha, que o capitão começou no jardim da casa dele, arrecadou o equivalente a R$ 285 milhões em doações para o SUS britânico. Moore morreu ontem após ser diagnosticado com Covid-19.