Alckmin rebate acusações de caixa 2: “Não existe alguém mais íntegro que eu”

  • 21/05/2018 16h42
SecomAlém da questão da CCR, Alckmin falou sobre alguns de seus planos de campanha, que pretende implementar caso seja eleito

Na manhã desta segunda-feira (21), durante evento para estudantes do IBMec na cidade de São Paulo, o ex-governador do Estado e atual pré-candidato do PSBD à Presidência da República Geraldo Alckmin rebateu as acusações de que teria recebido caixa 2 do grupo CCR, maior concessionário de rodovias do Brasil, durante sua campanha em 2010.

“Isso é tão absurdo, tão absurdo, que eu não tenho nem conhecimento disso. Pode haver alguém tão íntegro como eu, mas mais não tem. São 40 anos de vida pública”, apontou o tucano.

O Ministério Público Estadual de São Paulo está investigando a suposta doação, que seria de R$ 5 milhões. Segundo relatos feitos por representantes da empresa aos promotores, o dinheiro teria sido entregue ao cunhado de Alckmin, o empresário Adhemar Ribeiro. O valor não aparece na prestação de contas entregue à Justiça.

Além da questão da CCR, Alckmin falou sobre alguns de seus planos de campanha, que pretende implementar caso seja eleito. Entre os pontos listados, prometeu dobrar a renda dos brasileiros, garantiu que não haverá aumento de impostos e que tentará zerar o déficit primário e aprovar as reformas política, tributária e da previdência ainda no primeiro ano do mandato.

Outro ponto abordado pelo tucano foi a intervenção federal no Rio de Janeiro. Além de defender o Ministério da Segurança Pública, ele apontou que a política da “tolerância zero”, praticada em cidades como Nova York, deve ser usada como exemplo no Brasil, pois dá maior poder as cidades e cria uma união de trabalho entre a polícia militar e as guardas civis metropolitanas.

 

Por fim, ao ser questionado sobre um suposto ‘plano b’ do PSDB, em que deixaria de ser candidato para que o ex-prefeito de São Paulo João Doria assumisse a vaga, Alckmin mais um vez negou essa estratégia e lembrou que foi eleito presidente nacional do partido com quase 98% dos votos tucanos.

*com informações do repórter Marcelo Mattos