‘Não gosta do tema, não assiste’, diz Ilana Casoy sobre filmes do caso Richthofen

  • Por Jovem Pan
  • 30/09/2019 12h15
Jovem PanIlana Casoy foi a entrevistada do Morning Show nesta segunda-feira (30)

O anúncio de que o caso Richthofen ganhará dois filmes com perspectivas diferentes deu o que falar nas redes sociais nas últimas semanas. “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais” estrearão juntos em 2020 mostrando, respectivamente, a visão de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos sobre o crime que chocou o Brasil em 2002.

Criminóloga e autora de livros sobre o caso, Ilana Casoy rebateu as críticas negativas sobre os filmes durante entrevista ao Morning Show nesta segunda-feira (30).

“O Raphael [Montes] acho que sentiu mais do que eu o baque da polêmica pois foi a primeira incursão dele num caso real. Para me agredir pega a senha, cada um por um motivo diferente. Mas eu sofro críticas negativas bem bacanas que eu leio, aprendo e reflito. Quando é xingar ou ‘jogar a pedra na Geni’, eu não tô nem aí. O livre arbítrio está aí, não gosta do tema não assiste, é simples.”

Montes vai trabalhar junto com Ilana na produção dos filmes. Conhecido por ficções literárias, a parceria cinematográfica com a criminóloga chegará junto com outra, a adaptação em série de “Bom dia, Verônica”, da Netflix.

Os autores assinaram a obra sob o pseudônimo Andrea Killmore e criaram um mistério para revelar as verdadeiras identidades por trás da história. A produção ainda não ganhou previsão de estreia. Rebatendo o argumento de que esconder os nomes dos autores seria estratégia de marketing, Rapahel disse que o efeito foi exatamente o contrário.

“A Ilana tem o público dela e eu com os meus livros também tenho o meu, quando colocamos um livro sob pseudônimo perdemos leitores, pois é um nome completamente desconhecido, que não pode participar de eventos. A ideia veio disso, cada um com sua carreira sólida, mas a sensação de começar de novo. Chegar na livraria e não ter nosso nome estampado na capa”, explicou.

Sobre a ideia de dividir a história Richthofen em dois filmes distintos, Montes contou que durante a pesquisa percebeu que já existia bastante conteúdo sobre o pós-crime e a cobertura midiática, mas pouco coisa sobre o que aconteceu antes.

“O que eu tinha mais curiosidade era sobre o que aconteceu antes do crime, como chegou nisso. Não tenho dúvidas de que muitos pais se perguntaram ‘será que meu filho seria capaz disso?’, e muitos filhos passaram a se perguntar em que situação fariam isso. Então eu perguntei pra Ilana o que tinha acontecido antes e percebemos que cada versão fazia sentido e eram opostas uma à outra.”