Gabriel Monteiro diz ser perseguido por ser contra Witzel: ‘Não sou capacho do governo’

Envolvido em polêmicas na Polícia Militar e nas redes sociais, o agente chegou a ser expulso da corporação, mas será reintegrado

  • Por Jovem Pan
  • 06/08/2020 11h22
Reprodução/InstagramO policial militar Gabriel Monteiro participou do Morning Show nesta quinta-feira (6)

O policial militar e youtuber Gabriel Monteiro disse, em entrevista ao Morning Show, da Jovem Pan, nesta quinta-feira (6), que está sendo perseguido pela corporação fluminense por ser contra o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. “O governador não está muito satisfeito comigo”, afirmou Monteiro, ressaltando ser “um absurdo a Polícia Militar cumprir algumas ordens do executivo”. “Não sou capacho do governo”, declarou o agente. Ele afirmou ter se desiludido com o governo Witzel. “Quando percebi as políticas desastrosas e que beiram a ilegalidade, não consegui mais fazer uma defesa moral ao governo”, lamentou. “Ir contra a política de saúde do governo está me custando muito caro.”

Nos últimos dias, Gabriel chegou a ser expulso da Polícia Militar sob a alegação de deserção. Segundo o policial, ele não faltou ao serviço e a expulsão foi mais uma “coincidência” contra ele. A acusação é de que o agente ficou sem aparecer no batalhão entre os dias 22 e 31 de julho, sem dar satisfações. Ele disse não ter cometido crime algum. “Fui acusado injustamente de um crime. Não fiz nada de errado, nenhuma transgressão disciplinar”, afirmou. “Espero que eles me peçam desculpa por mais um erro.”

Ele será reintegrado à corporação hoje, mas ainda será julgado, em liberdade, e poderá ser expulso. “Não faltei serviço algum, não deixei de ir ao batalhão”, garantiu. “Eles me dispensaram do serviço, o batalhão estava ciente, a polícia estava ciente”, continuou, dizendo que ficou sabendo pela imprensa que havia sido expulso da corporação. “Eu estava na polícia, já provei com documentos e vídeos”, disse.

No ano passado, Gabriel Monteiro também quase foi expulso da corporação. “Tentaram me expulsar por desalinho de farda. Eles acharam minha farda muito grande”, explicou, ressaltando que não recebeu a farda da PM, como deveria ser. “Outros erros foram feitos contra mim. É uma coincidência muito grande”, disse, ironicamente. Apesar de continuar na PM mesmo com todas essas polêmicas, o youtuber lamenta que seu nome esteja indo para a imprensa atrelado a essas situações. “Meu nome foi para a mídia e tive a imagem lesada”, disse.