‘Só um símbolo’, diz Luiz Philippe de Orleans e Bragança sobre abraço de Bolsonaro e Toffoli

Deputado federal foi o entrevistado do Morning Show nesta segunda-feira (5)

  • Por Jovem Pan
  • 05/10/2020 11h22
Jovem PanLuiz Philippe de Orléans e Bragança é deputado federal pelo PSL-SP

O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), em entrevista ao Morning Show, da Jovem Pan, disse que o abraço entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrido em encontro no sábado (3), não representa nada além de um símbolo. Para o parlamentar, a reunião na casa de Toffoli, que também teve a presença do desembargador Kassio Nunes e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), só deixa claro a pressão enfrentada pelo Poder Executivo. “É só um símbolo. O presidente tem que conversar com todo mundo, mas a simbologia é importante. O presidente efetivamente não governa, ele está sob pressão do STF e do Congresso Nacional, que age contra o Poder Executivo”, avaliou Orleans e Bragança.

Segundo ele, Kassio Nunes não foi um nome escolhido por Bolsonaro, mas sim imposto. “O que acontece é eles estão fazendo essa pressão de indicação do próximo ministro. Eu diria até que não seria a primeira escolha do presidente, ele é novo no contexto de quem o segue e o apoia. Então estamos tendo que absorver algo que, por tabela, é a mando do Senado e do STF. E parte dos ativistas está dizendo que não absorver essa escolha”.

Prefeitura de SP

Luiz Philippe de Orleans e Bragança confirmou que tinha interesse em participar das eleições municipais como candidato à prefeitura de São Paulo. Sua nomeação, no entanto, foi vetada pela executiva estadual do PSL. “De fato, me coloquei à disposição do partido há 2 ou 3 meses, muito antes de terem que escolher oficialmente um candidato. Já havia uma abertura da executiva nacional para eu pudesse ao menos ser considerado, mas a executiva estadual já estava com todas as suas parcerias e coligações com outros partidos [formadas]”, explicou. Joice Hasselmann foi a escolhida pelo partido como candidata ao município.

O deputado afirmou que sua intenção no pleito municipal não seria “ambição política”. “Seria por missão política. Temos o terceiro maior orçamento da União e uma sinalização importante para dar não só para o Brasil, mas para o mundo de que tipo de civilização queremos criar. São Paulo é sim um ícone de como se organizar, de civilidade, de mobilização social e política. Temos que fazer jus a todos esses ativistas em tudo que estamos vendo em termos de momento político de grandes mudanças. Agora estamos aí com esses jogadores para absorver essa missão, e não sei se isso está sendo transferido para algum deles.”

Assista à entrevista na íntegra: