Joice Hasselmann, do PSL, vai apostar em defesa da Lava Jato na campanha eleitoral em SP

Junto aos milhões de seguidores da candidata nas redes sociais, a legenda aposta na rejeição de Bolsonaro na capital e no discurso de combate à corrupção para chegar ao segundo turno

  • Por Jovem Pan
  • 28/09/2020 05h55 - Atualizado em 28/09/2020 05h58
Wilson Dias/Agência BrasilA estratégia da campanha de Joice para chegar ao segundo turno será, principalmente, defender a Operação Lava Jato

Desejado pelos candidatos conservadores, o eleitorado que apoia o presidente Jair Bolsonaro segue órfão no pleito que disputa a Prefeitura de São Paulo. Mas conquistar os bolsonaristas, considerados “minoritários” na capital, não é o objetivo do ex-partido do presidente, o Partido Social Liberal (PSL). Junto aos milhões de seguidores da candidata Joice Hasselmann nas redes sociais, a legenda aposta na rejeição de Bolsonaro na capital e no discurso de combate à corrupção para chegar ao segundo turno. Uma apuração da Jovem Pan com parlamentares do PSL mostra que eles enxergam na maior cidade do país eleitores mais críticos ao Planalto, principalmente depois da saída do ex-ministro Sergio Moro e o caso das supostas rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A estratégia da campanha de Joice para chegar ao segundo turno será, principalmente, defender a Operação Lava Jato, conforme explica o presidente do PSL e coordenador da campanha, Julio Bozzella. “Mostra que o prefeito vai ser diferente. Hoje, no campo da esquerda, você tem o Boulos se destacando. Para você ver como São Paulo não tem muita regra, muita razão. E ele é realmente um cara diferente do campo da esquerda. A gente entende que o nicho de crescimento da Joice, é um nicho que não é do núcleo bolsonaristas. É do núcleo de Centro, que são a favor da Lava Jato e do combate à corrupção que é a pauta que o PSL conseguiu em São Paulo se prender”, diz.

O PSL não deixa de ressaltar a importância desse eleitor, que colocou João Doria, do PSDB, no comando da cidade em 2016 no primeiro turno. A votação de Bolsonaro em 2018 na capital mostrou o fôlego dessa onda. No entanto, Bozzella analisa que o cenário paulistano, hoje, é completamente diferente do nacional.”Obviamente que ela ajudou, assim como muitos de nós ajudamos. Mas o movimento da sociedade era de combate à corrupção, movimento das pessoas que apoiavam o Moro. Enquanto o Bolsonaro vai para o movimento de Centrão, se ajoelha para a velha política, nós não fizemos esse movimento”, diz. Segundo a mais recente pesquisa do Datafolha para a eleição, Celso Russomanno, do Republicanos, lidera as intenções de voto com 29%. Atrás dele vem o atual prefeito, Bruno Covas, do PSDB, com 20%. Em terceiro lugar empatam Guilherme Boulos, do PSOL, com 9%, e o ex-governador paulista Márcio França, do PSB, com 8%.

*Com informações do repórter Leonardo Martins