“Tenho muita sorte de estar vivo”, confessa João Gordo

  • Por Jovem Pan
  • 21/11/2016 12h04
Johnny Drum/ Jovem Pan

Sempre muito transparente, João Gordo resolveu juntar suas histórias e acontecimentos da vida conturbada em uma autobiografia: “Viva La Vida Tosca”. Em entrevista no Jovem Pan Morning Show desta segunda-feira (21), ele falou sobre o livro e lembrou dos momentos icônicos que passou.

Como não podia deixar de ser, João Gordo falou sobre o consumo excessivo de drogas nos anos 90 e como a vida lhe deu vários sinais para que controlasse os exageros. “Naquela época, droga era a coisa mais normal do mundo pra mim. Vivia no lema ‘viva rápido, morra jovem’, não tinha nada a perder”, lembrou. “Cheguei a quase 200kg, passei 5 dias na UTI e no mesmo ano tive uma overdose. Tenho sorte de estar vivo, tive várias sortes na vida, é uma proteção de fora que não sei explicar”, falou.

Casado há 16 anos e pai de dois filhos – Victoria, de 12 anos, e Pedro, de 11 – o apresentador falou do medo que sentiu quando soube da gravidez da esposa, muito em conta por causa do relacionamento conturbado que teve com seu próprio pai. “Fique com medo de repetir os erros do meu pai e tive um momento de rejeição com o meu filho, mas hoje ele é meu parceiro”, contou.

João Gordou explicou que é bastante aberto com os filhos com relação à drogas. “Faz anos que abro os olhos deles sobre drogas. Já levei eles na cracolândia quando eram pequenos. Em casa sou careta”, falou ao comentar da vez em que a filha o flagrou fumando maconha em casa.

Evitando exageros, o apresentador contou que considera o álcool a pior das drogas, pois é a partir dele que ele acaba aceitando as outras que são oferecidas. Depois de ficar 10 anos sem fumar, ele falou que às vezes acaba fumando um cigarro ou outro, mas nunca mais fumou “um maço”.

Em entrevista ao Morning Show, João Gordo lembrou da festa com Kurt Cobain e Courtney Love e afirmou que é algo tão surreal que “parece um sonho”. Ele ainda lembrou da vez em que se assustou com a quantidade de heroína consumida pelo cantor e do show do Nirvana no Brasil, que considerou horrível. “Depois pensei ‘será que eu f*di o show?’. Jogamos na cabeça dele que era festival de propaganda de cigarro”, comentou.

Prestes a lançar a autobiografia “Viva La Vida Tosca” – que chega às livrarias dia 23 de novembro –, João Gordo falou da necessidade de se reinventar e completou: “chegar aonde cheguei com a infância e adolescência que tive é difícil, sou um vencedor”.