Ana Paula Henkel elogia discurso de Bolsonaro: ‘Incêndios na Amazônia viraram arma política’

Em fala, Bolsonaro disse que as queimadas são usadas numa ‘brutal campanha de desinformação’ com o objetivo de atacar o governo

  • Por Jovem Pan
  • 22/09/2020 20h07
Jovem PanEx-jogadora de vôlei e comentarista convidada do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, Ana Paula Henkel

A ex-jogadora de vôlei e comentarista convidada do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, Ana Paula Henkel, elogiou o discurso do presidente Jair Bolsonaro na 75ª Assembleia-Geral das Nações Unidas. Na fala, Bolsonaro afirmou que o Brasil é vítima “de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal” e que há “interesses escusos” na suposta campanha de desinformação, com o objetivo de “prejudicar o governo e o próprio Brasil”. Segundo ela, “está cada dia mais óbvio que a pandemia e os incêndios na Amazônia estão sendo usados como arma política”. Ana Paula, que mora nos Estados Unidos, disse que “a mentira de que a Amazônia tem os maiores números de queimadas dos últimos anos” é a “mais forte no exterior em relação ao governo atual” e que as notícias “chegam distorcidas”.

“A verdade precisa ser colocada lá, principalmente em relação à Amazônia. Mais uma vez temos que lembrar a falácia que é sempre colocada aí fora que os pulmões do mundo estão pegando fogo. Precisamos lembrar que os pulmões da Amazônia são os oceanos, e ninguém fala dos dejetos que a China coloca nos oceanos. gostei bastante do discurso do Bolsonaro. Dentro dessa agenda globalista, eu gostei muito de um ponto que é a proteção aos cristãos e ao núcleo familiar, porque essa agenda marxista quer abominar a religião e quebrar o núcleo familiar”, afirmou Ana Paula. No discurso, Bolsonaro fez um “apelo” a toda a comunidade internacional “pela liberdade religiosa e pelo combate à cristofobia (preconceito contra cristãos)”.

Repercussão

Ana Paula também criticou os políticos, em sua maioria de esquerda, que criticaram o discurso do presidente. Parlamentares de diversos partidos da oposição questionaram a veracidade dos fatos apresentados pelo presidente nas Nações Unidas, principalmente a minimização dos incêndios florestais na Amazônia e o valor pago como auxílio emergencial. Bolsonaro afirmou que, somadas, as parcelas do auxílio emergencial pago no Brasil durante a pandemia totalizam aproximadamente US$ 1.000,00, o que na cotação atual equivale a R$ 5.481,20. Líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (REDE-AP) questionou. “Alguém sabe me dizer qual o brasileiro que recebeu esse auxílio emergencial de US$ 1.000,00 que Bolsonaro falou na ONU?”.

Para a comentarista, a oposição está parada em 2018, “até hoje sem aceitar o resultado das urnas”. “Existem críticas a esse governo, algumas precisam ser feitas, em relação ao real processo do Brasil como nação. Mas temos uma oposição parada em 2018, chocada com os resultados das urnas e até hoje sem aceitar a eleição. Temos que ver o nosso papel e a nossa posição na sociedade, medir o nosso sucesso e o nosso trabalho também pelas pessoas que nos criticam, e ter na lista Gleisi Hoffmann e Alessandro Molon é um troféu para o Bolsonaro”, finalizou.