Ana Paula Henkel: ‘Maia está trilhando caminho para o esquecimento político’

Para a comentarista, deputado foi para a ‘extrema esquerda’: ‘Ele está onde o poder está’; ex-presidente da Câmara afirma que deixará o DEM para fazer oposição ao governo Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 08/02/2021 20h05
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO Nome do deputado é aventado em diversos partidos, como o PSDB, o Cidadania e o PSL

O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) promoveu um racha no partido Democratas nesta segunda-feira, 8, após ter dito, em uma entrevista publicada pelo jornal “Valor Econômico”, que deixará a sigla para fazer oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro. O nome do deputado é aventado em diversos partidos, como o PSDB, o Cidadania e o PSL, por exemplo, mas ele não estabeleceu prazo para definir o seu futuro. Nesta segunda-feira, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou que convidou Maia e o vice-governador, Rodrigo Garcia (DEM), a se filiarem ao PSDB. Segundo a comentarista Ana Paula Henkel, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, as atitudes de Maia estão fazendo com que ele trilhe “um caminho para o esquecimento político”.

“Enquanto Maia fala que houve uma mudança para a ala da extrema direita, ele próprio foi para a ala da extrema esquerda. Mas acho que ele não está nem na extrema direita, nem na extrema esquerda, nem no centro. Ele está onde o poder está”, disse Ana Paula. Ela relembrou, por exemplo, a vez em que o deputado fez um discurso “firme” na Câmara contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e defendendo o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. “Muito difícil acreditar que alguém está interessado no bem maior e nas pautas que são significativas para o país quando há anos atrás fez um discurso firme contra o PT e a favor do impeachment, e pouco tempo depois a mesma pessoa está de mãos dadas com esses agentes políticos inescrupulosos, do partido que praticamente colocou o Brasil no buraco”, afirmou a comentarista. De acordo com ela, Maia deveria ir às ruas para “medir a sua popularidade”. “Se intitulou e colocou a coroa de primeiro ministro na cabeça durante tanto tempo, quis ser pai da Reforma da Previdência… Convidamos ele a sair às ruas, ver se ele é ou não é popular, porque o caminho que ele está trilhando é para o esquecimento político”, finalizou.

Assista ao programa na íntegra: