Augusto chama pronunciamento de Bolsonaro com Maia e Alcolumbre de ‘fato histórico’

Presidente participou hoje de reunião com Paulo Guedes e com os representantes da Câmara e do Senado; ‘No brasil, a normalidade é um vista como histórica’, afirma o comentarista

  • Por Jovem Pan
  • 12/08/2020 20h24
Jovem PanAugusto criticou a "turma do quanto pior, melhor" e afirmou que essas pessoas "não pensam no Brasil"

O comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, chamou de “fato histórico” e “demonstração de espírito público” o pronunciamento feito por Jair Bolsonaro junto dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em defesa do respeito ao teto de gastos. “No brasil a normalidade é um fato histórico. Quando você tem uma atitude que em países mais avançados você consideraria normal, aqui é um acontecimento de alta relevância histórica. Prefiro sempre ver com boa fé qualquer tipo de entendimento”, afirmou. Augusto disse que “torce para que qualquer governo dê certo, independente de como ele votou”. “Eu não quero que as coisas piorem, não sou maluco.”

O comentarista criticou a “turma do quanto pior, melhor” e afirmou que essas pessoas “não pensam no Brasil”. “Há sinais de que apesar de tudo, e para a tristeza profunda dessa turma, a economia brasileira vai apresentar resultados muito estimulantes no ano na pandemia. Há sinais de que os problemas econômicos não terão a dimensão que poderiam alcançar. Se essa turma quer tomar o poder, não iria querer em uma sociedade menos problemática? É ótimo que essa turma pense nos próprios filhos e netos e descendentes. Mas eles não querem entregar um país melhor. Política sem conversa só vejo no governo do PT. Política não é guerra e não pode ser, isso é sinal de primitivismo, e o Brasil é primitivo porque foi governado muito tempo por quem pensa primitivamente”, afirmou Augusto.

Ele comentou, ainda, sobre as falas de Bolsonaro, Maia e Alcolumbre a respeito de cumprir o teto de gastos, que é o máximo que o governo pode gastar calculado com base no orçamento do ano anterior, corrigido pela inflação. “É tão elementar que só se possa gastar o equivalente ao que se arrecada que acho esquisito esse tipo de reunião, é uma família se reunir, ‘olha aqui a partir desse mês só o dinheiro que entra pode ser gasto, senão como faz?'”, disse Augusto. Os três presidentes participaram de uma reunião nesta tarde com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que ontem teve as baixas de dois secretários da pasta, Salim Mattar, responsável pelas privatizações; e Paulo Uebel, que comandava a reforma administrativa.