Bolsonaro diz que Brasil quer cooperar com outros países para preservar a Amazônia

Segundo Salles, o governo está aberto à ajuda de todas as nações que ‘respeitarem a soberania brasileira’, mas apoio precisa vir de ‘forma concreta’: ‘Tem que ter recurso em cima da mesa’

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2020 20h37 - Atualizado em 03/12/2020 21h23
Youtube/Live Jair Bolsonaro/03.12Bolsonaro participou de live ao lado de Ricardo Salles e Bento Albuquerque

Três dias depois do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgar que o desmatamento na Amazônia aumentou 9,5% em comparação ao ano passado, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo tem “interesse em preservar” a região. “Alguns países nos criticam, mas dizemos que é de nosso interesse preservar a Amazônia. O Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente”, disse em transmissão ao vivo nesta quinta-feira, 3, em que esteve acompanhado dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque. Bolsonaro lembrou, ainda, que o Brasil estará na Conferência do Clima (COP26) em 2021, sediada pelo Reino Unido, país com o qual o Brasil mantém “boas relações”, de acordo com ele. Segundo Salles, o governo está aberto a cooperar nas questões ambientais com todos os países que “respeitarem a soberania brasileira”. O ministro ressaltou, porém, que essa ajuda precisa vir em termos concretos. “Tem que ter recurso em cima da mesa. A pessoa vir aqui, colocar recursos pra nos ajudar, só fazer crítica de graça não adianta. […] A Inglaterra é um país parceiro nosso, tenho certeza que ano que vem conseguiremos fazer um grande trabalho nos recursos para cuidar do meio ambiente. Estamos abertos para a ajuda e cooperação dos outros países, independente de opiniões partidárias”, afirmou. Albuquerque complementou que participou de um seminário nesta semana com o Reino Unido e que há muita cooperação no agronegócio e setor de energia.

Apagão no Amapá

Nesta segunda-feira, 30, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a retomada das bandeiras tarifárias na conta de luz dos brasileiros, quase um mês antes do prazo previsto pela empresa, que a princípio tinha anunciado a bandeira verde até o dia 31 de dezembro. Com isso, a cada 100 kWh gastos, o consumidor precisará desembolsar R$ 6,243. Segundo a Aneel, a decisão foi tomada após reunião extraordinária e tem como base a queda do nível de armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas, assim como a retomada do consumo de energia no país. “Isso que estamos fazendo agora, não é maldade da gente não, não é para arrecadar mais. Para pagar essa diferença de estarmos usando as termelétricas por causa da seca fazemos isso. Mas, melhorando a situação, acabamos com a bandeira vermelha”, justificou Bolsonaro. De acordo com Albuquerque, o nível dos reservatórios das principais hidrelétricas do país está entre os mais baixos da série histórica. Por isso, o governo precisou acionar as termelétricas, causando um aumento no uso de energia.

Assista à live na íntegra: