Fiuza chama Celso de Mello de ‘falso democrata’: ‘Atrapalhou bastante’

Ministro antecipou nesta sexta-feira, 25, a sua aposentadoria do STF para o dia 13 de outubro; ‘Já vai tarde’, afirma o comentarista

  • Por Jovem Pan
  • 25/09/2020 21h02 - Atualizado em 25/09/2020 23h36
Rosinei Coutinho/SCO/STFCelso de Mello determinou que Bolsonaro preste depoimento presencial sobre uma suposta interferência na PF

O ministro Celso de Mello antecipou a sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF) para o dia 13 de outubro. O comunicado foi enviado ao presidente da Corte, ministro Luiz Fux, na tarde desta sexta-feira, 29. Mello, o mais velho dos membros do Supremo, iria se aposentar compulsoriamente em 1º de novembro, ao completar 75 anos de idade. Para Guilherme Fiuza, comentarista do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, Celso de Mello é um “personagem anedotário, falso democrata”. “Já vai tarde”, disse.

“É um homem que não tem apreço pela democracia. Se espalhou pelo STF um preconceito contra o atual presidente da República ou o grupo político que ele representa, e Celso é militante desse preconceito, que tem como motivo principal o não respeito ao resultado das urnas, que é a maior representação da democracia”, afirmou Fiuza. “Celso de Mello usou seu preconceito e falsa defesa a minorias. Os votos deles são ornamentais. O voto dele que durou dois dias sobre criminalização da homofobia foi patético, ele quis se mostrar como um militante da contracultura marchando em São Francisco a meio século atrás, é um pavão de Tatuí, personagem anedotário”, continuou.

Celso de Mello determinou no último dia 11 que o presidente da República, Jair Bolsonaro, preste depoimento presencial sobre uma suposta interferência na Polícia Federal. Foi ele também que autorizou a divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril. “Já vai tarde, atrapalhou bastante, mas não o suficiente para deter a marcha democrática brasileira. Porém, está nesse inquérito tentando constranger o presidente a depor ao vivo, vazando aí de forma arbitrária reuniões de Estado, isso fica marcada. Uma tentativa conspiratória de fazer política por baixo da toga. Espero que agora venha alguém com vontade de julgar, porque com vontade de aparecer não precisa de mais ninguém”, finalizou Fiuza.