‘Bolsonaro acertou, cristofobia atinge todo o mundo’, diz Paulo Kogos

Em entrevista ao programa Pânico nesta quinta-feira, 5, influencer político afirma que um Estado laico é ‘ateu e anti-cristão’

  • Por Jovem Pan
  • 06/11/2020 15h14 - Atualizado em 06/11/2020 15h38
Imagem: Reprodução/Instagram @paulo.kogosInfluencer político Paulo Kogos acumula 126 mil inscritos em seu canal "Cavaleiros Templários"

Em entrevista ao programa Pânico nesta sexta-feira, 6, o economista e estudante de filosofia Paulo Kogos se autodeclarou “extremo da extrema direita”, afirmando que “ainda falta muita consciência política”. Segundo ele, as pessoas precisam entender que “a direita tem a razão”. Kogos ficou conhecido pelas declarações políticas polêmicas em seu canal no YouTube, “Cavaleiros Templários”, no qual defende a Igreja e a sociedade contra devastação moral para seus 126 mil inscritos. O influencer revelou que seu interesse por política foi despertado através da relação com o avô. “Meu avô me deu uma espécie de homeschooling quando eu era pequeno, ali eu realmente aprendi as coisas que sei. A escola só me estragou. Sempre fui de direita, mas defendia o neoliberalismo, cheguei até a gostar da ditadura militar“.

Paulo Kogos deixou o neoliberalismo e se diz, politicamente, anarcocapitalista. O anarcocapitalismo é uma vertente do conservadorismo que defende, de forma resumida, a eliminação do Estado em nome da soberania do indivíduo. “Estudando a Escola Austríaca de economia entendi que, invariavelmente, as intervenções do Estado na economia são péssimas. Isso é uma lei universal. Por isso, tudo em uma sociedade deveria ser provido pelos meios mercadológicos, inclusive a defesa e a justiça”, defendeu. A Escola Austríaca é uma corrente de pensamento que enfatiza o poder de organização espontânea da economia. Ou seja, defende-se que o mercado se autorregule, sem a intervenção ou participação do Estado.

Apesar de idealizar a extinção do Estado, Kogos apoia o governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Durante a entrevista, o influencer considerou o presidente “corajoso” por fazer um apelo contra a “cristofobia” em seu discurso na 75ª Assembleia Geral da ONU, em 22 de setembro. “O Bolsonaro acertou, existe cristofobia. É um problema que atinge todo o mundo. Está na Bíblia que nós, cristãos, seríamos perseguidos. Podemos ver que, principalmente nos países comunistas, os cristãos são proibidos de exercerem a fé. A cristofobia não acontece apenas através da violência física, mas pela ridicularização dos fiéis que querem exercer seus direitos como cidadãos. Hoje, no Brasil, a esquerda impede os cristãos de fazerem leis contra o aborto, por exemplo, usando o argumento de que o Estado é laico. Em outras palavras, um Estado laico é um Estado ateu anti-cristão. Inventaram um ateísmo de estado disfarçado de politicamente correto”. Mesmo com a maioria católica, o Brasil é oficialmente um Estado Laico, ou seja, adota posições neutras no campo religioso, não apoiando, nem discriminando nenhuma religião.

Confira a entrevista com Paulo Kogos: