Eleições 2020: ‘Russomanno terminará campanha com o nome no SPC’, diz Orlando Silva

Em entrevista ao Pânico, candidato do PCdoB à Prefeitura de SP afirma que adversário mente em campanha política

  • Por Jovem Pan
  • 10/11/2020 16h16 - Atualizado em 10/11/2020 16h56
Imagem: Arquivo/ Programa PânicoCandidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, Orlando Silva concentra 1% das intenções de voto

Em entrevista ao programa Pânico nesta terça-feira, 10, o candidato do PCdoB à Prefeitura de São Paulo, Orlando Silva, comentou a polarização política crescente no país e atacou seu Celso Russomanno (Republicanos), que também concorre nesta eleição. Para ele, o desempenho do candidato do Republicanos nas pesquisas eleitorais caiu após ele conquistar o apoio do presidente Jair Bolsonaro. “Cada vez mais a polarização política perde espaço. Russomanno se agarrou a Bolsonaro e só perdeu prestígio. Uma cidade como São Paulo não se governa através de conversa. Russomanno está prometendo tanta coisa que, se não parar de mentir, vai terminar a campanha política com o nome no SPC”, afirmou. Segundo o último levantamento do Datafolha, Orlando Silva acumula 1% das intenções de voto. Bruno Covas (PSDB), Celso Russomanno (Republicanos) e Guilherme Boulos (PSOL) lideram a pesquisa com 28%, 16% e 14% das intenções de voto respectivamente. Apesar das projeções, Orlando disse que “lutará até o final”.

Para ele, a desigualdade é o problema mais grave da cidade de São Paulo e deve ser combatido. “Sou de Salvador, mas estou mais tempo em São Paulo do que em minha cidade natal. Meus três filhos nasceram aqui, toda a minha militância nos movimentos sociais aconteceu aqui. São Paulo pode ser melhor. O maior problema da cidade é a desigualdade e podemos ver isso com base na expectativa de vida. Por exemplo, no bairro Jardim Ângela as pessoas vivem cerca de 58 anos, já no Jardim Paulista, há poucos quilômetros de distância, a expectativa de vida sobe para 81 anos”. De acordo com o candidato, o município é rico, mas precisa ser mais justo.

Durante a conversa, o candidato não poupou críticas ao governo federal. “Parte das dificuldades enfrentadas por São Paulo vem do poder central. Por exemplo, não conseguiremos levantar moradias populares, que necessitam da parceria com o governo federal, se continuarmos com uma economia quebrada, sem orientação. Sem falar que o [Jair] Bolsonaro (sem partido) flerta com o fascismo. Sou brasileiro e respeito a diversidade, coisa que o presidente não faz”. Além do governo federal, Orlando Silva opinou sobre a gestão municipal. “[João] Doria (PSDB) ficou pouquíssimo tempo na Prefeitura e não deixou nenhum legado, assim como Bruno Covas (PSDB). Agora eles estão asfaltando as ruas do centro porque é véspera de eleição. Se São Paulo permanecer nas asas dos tucanos será uma tragédia, eles não dão o que a cidade exige”.

O candidato do PCdoB também se posicionou frente à crise do novo coronavírus e às polêmicas envolvendo as vacinas contra a doença. “Não podemos fazer politicagem com esta questão, se trata de salvar vidas. É preciso investir tudo o que se pode para desenvolver todas as vacinas. Neste caso, o presidente erra demais por politizar, se trata de ciência, precisa haver regras. Doria também precisa parar de tirar onda em cima do imunizante e vacinar a população quando houver alguma vacina eficaz”.  Nesta segunda, João Doria afirmou que 120 mil doses da CoronaVac, a potencial vacina contra covid-19 produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, chegariam ao Brasil em 20 de novembro. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interrompeu os estudos clínicos da vacina em decorrência da morte de um voluntário que participava dos testes. Mesmo com a paralização dos estudos, o Butantan descartou a relação entre a morte do voluntário e a CoronaVac – o óbito está sendo investigado como suicídio.

Confira a entrevista com o candidato à Prefeitura de São Paulo, Orlando Silva (PCdoB):