Mulher de Moro rebate fala de Lula sobre tentativa de sequestro: ‘Debocha de uma família’

Em entrevista ao Pânico, Rosângela Moro comentou a descoberta do ‘assustador’ plano de facção criminosa contra seu marido e falou sobre sua entrada na política

  • Por Jovem Pan
  • 03/04/2023 17h20 - Atualizado em 03/04/2023 17h22
Reprodução/Jovem Pan News Rosângela Moro Rosângela Moro foi a convidada do programa Pânico

Nesta segunda-feira, 3, o programa Pânico recebeu a deputada federal Rosângela Moro. Esposa do ex-juiz Sergio Moro, ela rebateu a fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a descoberta de planos de sequestro de uma facção criminosa contra o senador do Paraná. “A profissão do Sergio sai da zona de conforto. Ele desagradou, colocou o dedo na ferida. Endureceu regras desses presos perigosos. Desde sempre a gente sabe que tem um risco, nessa proporção foi realmente assustador. Ficamos bem assustados, num nível de alerta máxima. O que choca é a declaração do presidente da República, dizer que é armação”, indignou-se. “Como se fosse possível uma operação dessa envergadura sair da cabeça de alguém numa noite. São meses de investigação. É desacreditar, ofender Sergio Moro, debochar da cara de todo mundo, de uma família. Ele [Lula] mira toda a artilharia para o Sergio Moro, como se o Moro fosse o único juiz. Como se todas as decisões judiciais dependessem apenas de Sergio Moro. Lula deixou muito claro: ‘Quero ferrar com Sergio Moro’. É muito mais fácil o PT pegar uma pessoa do que desacreditar todo um sistema de Justiça. É muito mais fácil de mirar e desacreditar”, acrescentou.

Eleita deputada federal pelo Estado de São Paulo nas últimas eleições, Rosângela explicou o motivo pelo qual entrou na política, mas afirmou que já atuava de outras maneiras antes da chegada no Congresso. “Sempre trabalhei com políticas públicas, as pessoas não sabem muito quem é Rosângela na vida profissional. Trabalhei sempre com política pública em dois segmentos, pessoas com deficiência e doenças raras. Eu já tinha recebido convite para ir para a política partidária. Até então, tinha recusado, mas a vida vai encaminhando você para uma situação que, às vezes, não busca. Eu vivi a Lava Jato de dentro da minha casa, a corrupção é um fator que me causa muita revolta. Quando o tribunal decidiu que Sergio não poderia ser candidato por São Paulo, conversamos e eu tomei a decisão que posso, sim, contribuir estando do lado de dentro da política”, revelou. “A vida na política está sendo um desafio, mas tudo na vida é meio que um desafio, as coisas não caem prontas, de mão beijada. Acredito que o parlamentar precisa escutar e tem um grande potencial de agir como mediador.”

Com o terceiro mandato do presidente Lula, Rosângela acredita em um espaço para a oposição e afirma que irá atuar dentro do que acredita ser melhor para o país. “Primeiro que eu acho que o Lula 3.0 vem com sangue no olho, ele não tem um projeto de país. Eu não esperava nada diferente disso, me causa surpresa quem votou no Lula e está esperando alguma coisa dele agora. Durante toda a campanha eleitoral ele pedia o cheque em branco”, disse.

“A oposição que eu quero fazer é uma oposição racional. Se vier algum projeto contra o governo, que eu não estou esperando, a gente tem que pensar como país. Eu vejo espaço para a oposição trabalhar, eu vou trabalhando. Veja o que já tem. Temos a CPMI do 8 de janeiro, um gabinete-ministério espelho, grupo de deputados, no qual eu me incluo, pela pauta de afinidade temática. Fico ali acompanhando de perto”, concluiu.

Confira na íntegra a entrevista com Rosângela Moro:

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