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Saúde

Aplicação da quarta dose protege contra Ômicron por tempo limitado, aponta estudo

Proteção contra infecções caiu após quatro semanas, mas contra casos graves permaneceu após seis semanas

Luis Filipe Santos

A aplicação de uma quarta dose da vacina da Pfizer/BioNTech reduziu o número de infecções de idosos pela variante Ômicron da Covid-19, mas o efeito durou pouco tempo, apontou um estudo realizado em Israel e publicado no periódico científico New England Journal of Medicine nesta quarta, 6. A pesquisa foi feita entre janeiro e março de 2022 em 1,3 milhão de pessoas com 60 anos ou mais, período em que a Ômicron era a variante dominante, e apontou que, após quatro semanas, a proteção da dose extra contra infecções pela doença havia diminuído. Contudo, após seis semanas, a proteção contra casos graves não havia caído, e mais estudos seriam necessários para avaliar em prazos maiores.

No Brasil, o Ministério da Saúde já recomenda a aplicação da quarta dose em idosos com mais de 80 anos, para evitar casos graves da doença. Alguns Estados, como São Paulo, já aplicam a dose extra em quem tem mais de 60 anos. Outros países, como Chile, Israel, França, Cingapura e Coreia do Sul aprovaram a quarta dose desde fevereiro. Os Estados Unidos autorizaram uma segunda dose de reforço para pessoas com 50 anos ou mais em meio à disseminação da BA.2, subvariante da Ômicron que tem se tornado dominante em diversos países. Na Europa, ministros da saúde pediram a aplicação da quarta dose em maiores de 60 anos.