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Saúde

Ministério da Saúde inicia projeto-piloto de oferta de caneta emagrecedora no SUS

O Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul, conduzirá o estudo que avaliará a efetividade da incorporação do tratamento de obesidade com medicamentos à base de semaglutida no sistema público

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Foto da fachada de um prédio na Esplanada
O estudo fornecerá ao Ministério da Saúde informações de como adaptar a oferta do tratamento à realidade do SUS Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Saúde lançou nesta sexta-feira (26) o projeto-piloto de oferta de caneta emagrecedora no Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo conduzido pelo Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul, avaliará a efetividade, o impacto clínico e o custo ao sistema público do tratamento para obesidade com medicamentos à base de semaglutida.

Em cerimônia de lançamento do projeto, o primeiro paciente recebeu aplicação do medicamento. No total, participarão do estudo 250 pessoas acompanhados previamente pelo hospital do grupo, com diagnóstico de obesidade grave ou associada a outras doenças há pelo menos 12 meses e indicação de cirurgia bariátrica.

Segundo informação do Ministério da Saúde, o estudo será conduzido por dois anos. No período, para entender como adaptar o tratamento ao SUS, será analisado:

  • Percentual de perda de peso dos pacientes;
  • Evolução da qualidade de vida dos participantes;
  • Resultados dos exames clínicos;
  • Condições pós-operatórias;
  • Custos dos processos.

“O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura”, disse o ministro Alexandre Padilha na cerimônia de lançamento do projeto.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, o SUS realizou 9,7 milhões de atendimentos relacionados à obesidade. Em comparação a 2022, a alta foi de 57%.