Atlas da Violência: veja os estados com as maiores taxas de homicídios do Brasil

Levantamento também aponta que a porcentagem deste tipo de crime caiu para 20,1 por 100 mil habitantes no país, a menor desde 1998

  • Por Nícolas Robert
  • 26/05/2026 11h36 - Atualizado em 26/05/2026 11h52
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Divulgação / Polícia Civil de São Paulo Polícia Civil de São Paulo Polícia Civil de São Paulo

O Atlas da Violência, levantamento elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgado nesta terça-feira (26), aponta que o Amapá (45,7%), a Bahia (40,9%), Pernambuco (37,3%), Alagoas (35,9%) e Ceará (34,3%) registraram as maiores taxas de homicídios do Brasil em 2024.

Em âmbito nacional, a taxa de homicídios foi de 20,1 por 100 mil habitantes, o que representa uma queda de 7,4% em comparação a 2023. Ao todo, o sistema oficial de saúde contabilizou 42.590 assassinatos no último ano. Segundo o relatório, o país atingiu o menor patamar de violência letal da série histórica iniciada em 1998.

Veja os 10 estados com a maior taxa de homicídios do Brasil:

  1. Amapá – 45,7%;
  2. Bahia – 40,9%
  3. Pernambuco – 37,3%;
  4. Alagoas – 35,9%;
  5. Ceará – 34,3%;
  6. Amazonas – 32,2%;
  7. Maranhão – 31,1%;
  8. Rondônia – 30,3%;
  9. Mato Grosso – 29,1%;
  10. Roraima – 27,8%;

,No extremo oposto aos estados mais violentos,  São Paulo (6,6%), Santa Catarina (8,1%), Distrito Federal (10,3%), Minas Gerais (12,8%) e Rio Grande do Sul (15,2%) apresentaram os menores índices de homicídios por 100 mil habitantes.

O documento também aponta que a melhora nos números foi disseminada em diversas regiões, com quedas acentuadas nas taxas do Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%) e Sergipe (-24,8%). Em números absolutos, a redução mais expressiva ocorreu no Rio de Janeiro, com 772 mortes a menos.

O coordenador do estudo, Daniel Cerqueira, afirma que o país vive um momento de transição. Para o pesquisador, apesar da queda nos homicídios, há um aumento na sensação de insegurança e a manutenção de desigualdades que atingem grupos minoritários.

Cerqueira destaca ainda a piora na qualidade dos registros oficiais, devido ao aumento de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI). Se esses óbitos fossem reclassificados, a redução real da letalidade no país seria de 0,4%.

O relatório detalha que os jovens continuam sendo os mais afetados pela violência, representando 46,5% do total de vítimas no Brasil. Ao considerar os chamados crimes ocultos, a taxa estimada para esse grupo é de 46,1 homicídios para cada 100 mil jovens.

*Com informações da Agência Brasil

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