Operação contra o CV mira família de Marcinho VP; mãe de Oruam está foragida

Investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro também apontam tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico

  • Por Jovem Pan
  • 11/03/2026 08h32 - Atualizado em 11/03/2026 08h48
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Divulgaçãp/ Polícia civil Policiais civis da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD).

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta quarta-feira (11) a Operação Contenção Red Legacy, que investiga a estrutura nacional do Comando Vermelho e revelou a atuação de familiares do traficante Marcinho VP na facção. Até o momento, seis pessoas foram presas, entre elas o vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ).

A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) e identificou uma estrutura hierarquizada, com divisão territorial e articulação entre integrantes em diferentes estados. Segundo os investigadores, o grupo funciona como uma organização criminosa com características de cartel.

De acordo com a polícia, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, esposa de Marcinho VP e mãe do cantor Oruam, atuaria na intermediação de interesses da facção fora do sistema prisional, facilitando a circulação de informações entre integrantes e operadores do grupo. Ela está foragida.

Landerson, sobrinho do traficante, seria responsável por conectar lideranças da organização com integrantes que atuam nas comunidades e com pessoas ligadas a atividades econômicas exploradas pela facção. Os dois são considerados foragidos.

A Jovem Pan tenta localizar a defesa dos suspeitos. O espaço está aberto para manifestação.

As investigações também apontaram tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico. Segundo a polícia, o vereador Salvino Oliveira teria negociado com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, autorização para fazer campanha na comunidade da Gardênia Azul, sob domínio do Comando Vermelho. Em troca, teria articulado benefícios ao grupo, como a instalação de quiosques na região.

A investigação ainda identificou criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, incluindo vazamento de informações e simulação de operações.

A operação contou com apoio da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

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