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Medalhista olímpico aos 21 anos e dono do recorde sul-americano: Quem é Alison ‘Piu’

Natural do interior de São Paulo, atleta de 21 anos viveu ascensão meteórica no último ciclo olímpico

Guilherme Strabelli

Cotado como favorito para a final dos 400 metros com barreiras nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, Alison Brendom dos Santos, conhecido como “Piu”, confirmou seu status e faturou a medalha de bronze na prova. O brasileiro de 21 anos fechou o percurso com tempo de 46s72, cravando sua melhor marca da carreira no começo da madrugada desta terça-feira, 3. Com isso, além de aumentar a quantidade de medalhas conquistadas pelo Brasil, Alison quebrou um jejum de 33 anos do país em provas individuais de velocidade do atletismo, sendo que a última havia sido conquistada por Robson Caetano nos 200 m rasos nos Jogos de Seul 1988. Mas afinal, quem é Alison “Piu”?

 

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Nascido em São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo, em 3 de junho de 2000, Alison carrega uma cicatriz de infância que alterou sua aparência até os dias de hoje. Quando tinha apenas 10 meses, o atual medalhista olímpico sofreu um acidente doméstico envolvendo uma panela de óleo quente, o que fez com que ele ficasse dois meses internado em uma unidade médica até receber alta. Mesmo tendo se recuperado, o acidente gerou uma falha no cabelo de Alison, que perdura até hoje. Outra coisa que o medalhista carrega desde criança é seu apelido, que foi dado pela semelhança física com outro atleta da cidade que se chamava Piu. Além de seu apelido, o atleta também é reconhecido pela sua personalidade e seu carisma. As reações do atleta após o final da prova fizeram com que ele caísse nas graças dos internautas, que também o apelidaram de “Malvadão”. No começo da manhã desta terça, o nome de Alison estava entre os assuntos mais comentados do Twitter, com aproximadamente 127 mil menções recentes.

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Dentro das pistas, Piu viveu uma ascensão no atletismo ainda na adolescência. Suas primeiras competições entre adultos aconteceram quando tinha 16 anos e participava das provas de 400 m com barreira e 400 m rasos. Nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019, no Peru, o brasileiro conquistou o ouro, com tempo de 48s45. No Campeonato Mundial de Doha, no Catar, Alison conseguiu uma vaga na final, encerrando a prova na sétima posição com um tempo ainda melhor: 48s15. Mesmo com a pandemia, Piu seguiu evoluindo até alcançar novamente a marca da final do Mundial, que o colocou como postulante ao pódio nos Jogos de Tóquio. Um mês antes das olimpíadas, na Diamond League, Piu havia estabelecido sua nova melhor marca e novo recorde sul-americano: 47s34.Nas semifinais dos 400 m com barreiras na Olimpíada, Alison quebrou essa marca ao cravar 47s31, se poupando ao final da prova. Na final, a marca foi ultrapassada novamente, sendo que Piu, assim como os outros dois medalhistas, conseguiram superar o então recorde mundial, de 46s70, pertencente ao norueguês Karsten Warholm, vencedor do ouro.