‘Provocativos e perigosos’: EUA alertam sobre programas de armamento da China
Os Estados Unidos classificaram os programas de armamento da China como “provocativos e perigosos” nesta segunda-feira, 22, durante a Conferência para o Desarmamento em Genebra. O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, pediu ao governo chinês mais transparência no assunto e mais envolvimento na criação de normas para um “comportamento responsável no espaço sideral”. “Devemos reduzir as tensões no espaço, não agravá-las”, defendeu.
No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu que os Estados Unidos eliminem as tarifas sobre os produtos chineses e as sanções econômicas impostas às empresas e instituições do país asiático. “Os Estados Unidos precisam abandonar a supressão injustificada do progresso tecnológico da China”, defendeu Wang. O ministro afirmou que o governo norte-americano está ponderando a sua política externa desde a saída de Donald Trump e a chegada de Joe Biden e disse que espera que as mudanças levem a um desenvolvimento saudável dos laços entre os países.
Para isso, no entanto, Wang Yi defendeu que os Estados Unidos precisam “derrubar os muros da intolerância”, “compreender melhor a China” e “não interferir nos assuntos do outro”. Nesse sentido, ele apontou a necessidade do governo norte-americano parar de “minar a soberania da China com ataques a Hong Kong, Xinjiang e Tibet”, além de parar de “apoiar os separatistas que buscam a independência de Taiwan”.
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Rússia, Irã e Coreia do Norte
Durante a Conferência para o Desarmamento em Genebra, Antony Blinken mencionou também a Rússia, sugerindo que o país deveria deixar de fazer testes de armas antissatélite e de apoiar a Síria no desenvolvimento de armas químicas. O secretário de Estado ainda utilizou o seu discurso para reafirmar o empenho do governo norte-americano em retornar ao acordo nuclear caso o Irã volte a cumprir o mesmo rigorosamente e a alcançar a desnuclearização da Coreia do Norte.
*Com informações da EFE
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Eliseu Caetano
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