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Macroeconomia

O silêncio do governo em relação a Gabriel Galípolo

Presidente do BC e os demais membros do Copom, a maioria indicada por Lula, subiram a taxa básica de juros de 12,25% a.a para 14,25% a.a.; antes o governo culpava o antigo líder, Roberto Campos Neto, pelo aumento

Felipe Cerqueira

Gabriel Galípolo
54213725312_e09b08f7b6_k Raphael Ribeiro/BCB

Quem apostou que o novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, cederia as pressões de Lula para derrubar a taxa de juros na marra, errou. Nas duas primeiras reuniões, Galípolo e os demais membros do Copom, a maioria indicada por Lula, subiram a taxa básica de juros de 12,25% a.a para 14,25% a.a. A desculpa do governo era de o antigo presidente, Roberto Campos Neto, já havia contratado as altas. Entretanto, de maneira inesperada, o Banco Central elevou a taxa para 14,75% a.a, e depois para 15% a.a. Não chama a atenção apenas a magnitude da alta, mas o tom do comunicado e da Ata que traz críticas à política fiscal do governo. 

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Além disso, o Banco Central sinalizou que irá manter a taxa no atual patamar por período prolongado, além de abrir a possiblidade de um novo aumento, caso necessário  – “O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”. Mesmo seguindo a mesma linha de seu antecessor, curiosamente, o governo não fala mais nada do Banco Central. 

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