Demissão de Moro faz dólar fechar a R$ 5,66 e bater recorde
A crise política provocada pela demissão do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro fez com que o dólar disparasse nesta sexta-feira (24). A divisa americana encostou em R$ 5,75, mas fechou o dia cotada a R$ 5,6614 após intervenções do Banco Central.
O real foi a moeda com o pior desempenho internacional ante o dólar, considerando uma cesta de 34 divisas, e teve ganho de 2,40% em relação a ontem, a maior alta porcentual desde 18 de março.
No ano, o dólar acumula valorização de 41%, e o real é a moeda com pior desempenho mundial, considerando os principais mercados A divisa que chega mais perto, entre os principais emergentes, é a África do Sul, onde o dólar já subiu 36% em 2020 e o México, com 32%. Na semana, o dólar subiu 7%.
A sexta-feira foi marcada por forte volume de negócios no mercado futuro de câmbio, chegando a US$ 27 bilhões, um dos mais altos das últimas semanas. O BC usou ao longo do dia os três principais instrumentos de ação no câmbio: oferta de swap (venda de dólar no mercado futuro), venda de moeda à vista e leilão de linha (venda à vista com compromisso de recompra). Em dinheiro novo, injetou US$ 2,8 bilhões no mercado.
*Com Estadão Conteúdo
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