Saiba a importância do voto de Fux
Para barrar a condenação de Jair Bolsonaro, o voto de Luiz Fux não teve utilidade. Entretanto, seu voto, técnico e bem fundamentado, expôs fragilidades neste julgamento e na peça acusatória da PGR, tanto na forma quanto no mérito.
Quanto à forma, o principal ponto foi salientar que o julgamento deveria ocorrer na justiça comum, na 1ª instância, e não no STF, dado que os envolvidos perderam seus cargos, portanto, o foro privilegiado por prerrogativa de função. Embora tenha ocorrido mudança de entendimento quanto ao foro privilegiado em março deste ano no STF, os crimes cometidos ocorreram anteriormente à alteração da jurisprudência da Suprema Corte. Além disso, a lei não pode retroagir para prejudicar o réu.
O segundo ponto levantando por Fux é a diferenciação entre cogitação, planejamento e início da ação (tentativa). Para o ministro, não há evidências e nem provas materiais de que Jair Bolsonaro tentou um golpe, mas ficou apenas no campo da cogitação e atos preparatórios.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
A divergência de Fux não muda o resultado de julgamento, mas abre espaço para que futuramente este caso seja anulado. Inclusive, por muito menos, na Lava Jato, com farto material probatório, vimos a anulação das condenações. No seu voto, Fux expôs a fragilidade institucional da decisão.
[jp-related-posts ids=”2055684,2055678″]