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China nega conspirar com Coreia do Norte e Rússia contra EUA após acusação de Trump

Ministério das Relações Exteriores chinês reforçou que os 'convidados estrangeiros' foram chamados apenas para celebrar os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial 

Victor Trovão

O presidente russo Vladimir Putin, o presidente chinês Xi Jinping e o líder norte-coreano Kim Jong Un chegam para participar de uma recepção que marca o 80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e o fim da Segunda Guerra Mundial, em Pequim, China, em 3 de setembro de 2025. EFE/EPA/VLADIMIR SMIRNOV/SPUTNIK/KREMLIN POOL CRÉDITO OBRIGATÓRIO
O presidente russo Vladimir Putin, o presidente chinês Xi Jinping e o líder norte-coreano Kim Jong Un chegam para participar de uma recepção que marca o 80º aniversário da vitória na Guerra de Resistência do Povo Chinês contra a Agressão Japonesa e o fim da Segunda Guerra Mundial, em Pequim, China, em 3 de setembro de 2025. EFE/EPA/VLADIMIR SMIRNOV/SPUTNIK/KREMLIN POOL CRÉDITO OBRIGATÓRIO EFE/EPA/VLADIMIR SMIRNOV/SPUTNIK/KREMLIN POOL

A China defendeu nesta quinta-feira (4) sua decisão de convidar os líderes da Rússia e da Coreia do Norte para seu grande desfile militar em Pequim, um ato que o presidente Donald Trump apontou como uma oportunidade para conspirar contra os Estados Unidos. O republicano escreveu uma mensagem irritada em sua plataforma Truth Social direcionada ao homólogo chinês, Xi Jinping, após o desfile militar em que Pequim exibiu na quarta-feira suas armas e equipamentos militares mais modernos. “Envie meus cumprimentos mais calorosos a Vladimir Putin e Kim Jong Un, enquanto vocês conspiram contra os Estados Unidos da América”, escreveu Trump. Ao ser questionado sobre essa mensagem, o Ministério das Relações Exteriores da China reforçou que os “convidados estrangeiros” foram chamados para celebrar os 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. “Trata-se de colaborar com os países e povos que amam a paz, para recordar a história, honrar a memória dos mártires, valorizar a paz e criar o futuro”, disse o porta-voz Guo Jiakun.

“O desenvolvimento das relações diplomáticas da China com qualquer país nunca é dirigido contra terceiros”, afirmou. Na quarta-feira, o Kremlin respondeu que considerava que a acusação de Trump “não estava isenta de ironia”. Pequim reservou palavras muito mais duras para a principal representante diplomática da União Europeia, Kaja Kallas, que também criticou o desfile.

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Kallas afirmou na quarta-feira que a aparição conjunta de Xi, Putin e Kim era parte dos esforços para construir uma “nova ordem mundial” antiocidental e representava “um desafio direto ao sistema internacional baseado em normas”. “As declarações de certa funcionária da UE estão repletas de viés ideológico, carecem de conhecimentos históricos básicos e incitam de forma descarada o confronto e o conflito”, afirmou Guo.

*Com informações da AFP 

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