PF conclui inquérito sobre Rodrigo Maia e aponta corrupção, lavagem e ‘caixa 3’ da Odebrecht
A Polícia Federal atribuiu ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa dois, em investigações que envolvem a delação da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. A informação consta em relatório conclusivo divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira (26).
No dia 23, Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 15 dias para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidir se oferece denúncia. O relatório foi assinado pelos delegados Bernardo Guidali Amaral e Orlando Cavalcanti Neves Neto.
O que diz o relatório
Segundo o texto publicado pelo Estadão, Maia e seu pai, Cesar Maia, ex-prefeito do Rio de Janeiro, praticaram crime eleitoral “na modalidade ‘Caixa 3’, ao apresentar apenas as informações de cunho estritamente formal das doações repassadas por empresas interpostas quando o verdadeiro doador era o Grupo Odebrecht”.
Ainda de acordo com o relatório, “Luiz Eduardo da Rocha Soares, delator da empreiteira, confirmou o que já havia mencionando em seu termo de colaboração e esclareceu que as doações de ‘caixa 3’ decorriam da necessidade da Odebrecht de realizar doações oficiais, mas não vinculadas ao seu nome, ocasião em que recorria a duas distribuidoras do Grupo Petrópolis, a Leyroz Caxias e a Praiamar, as quais efetivavam as doações oficialmente, e posteriormente eram ressarcidas pela Odebrecht dos respectivos valores doados”.
Valores
A Polícia Federal afirma também que “em setembro de 2010 ocorreu o recebimento de parte da vantagem indevida do delito de corrução passiva, cerca de R$ 100.000,00, por parte da campanha de Cesar Maia ao cargo de Senador da República, com a intermediação de Rodrigo Maia, feito pelo Grupo Odebrecht, mediante a utilização de empresas parceiras do GRUPO Petrópolis (Cervejaria Itaipava), as distribuidoras de bebidas Leyroz de Caxias, no valor de R$ 80.000,00 e Praiamar Distribuidora, na quantia de R$ 20.000,00”.
“De modo similar, em 2014 ocorreu o recebimento de vantagens indevidas por parte de Rodriga e Cesar Maia, valor total de R$ 250.000,00, sendo que R$ 200.000,00 foram doados pela PRAIAMAR IND COM E DISTRIB. LTDA para a campanha à reeleição de Rodrigo Maia ao cargo de Deputado Federal, e R$ 50.000,00, doados pela Grupo Petrópolis (Cervejaria) para a campanha de César Maia ao cargo de Senador da República”, completa.
Assuntos
continue lendo
David de Tarso
PF investiga troca de etiquetas de bagagens para enviar cocaína ao exterior
Operação cumpre 21 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais
- Incêndio atinge prédio de pesquisa da UFPE; veja vídeo Jovem Pan · há 7 horas
- Polícia de SP investiga mortes em série, mas descarta ação de ‘serial killer’ Estadão Conteúdo · há 12 horas
- ‘Que mulherão’: quem é o pastor condenado por dizer que beijou a filha criança Fernando Keller · há 14 horas
- Bombeiro suspeito de matar estudante de medicina em SP volta a ser preso Estadão Conteúdo · há 14 horas