Sem acordo por direitos iguais, equipe feminina dos EUA mantém ameaça de processo
“Nós chegamos a essa semana de mediação com os representantes da USSF cheias de esperança. Hoje (quarta-feira), concluímos estes encontros dolorosamente desapontadas com a determinação da Federação de perpetuar fundamentalmente um comportamento e um ambiente de trabalho discriminatórios. Está claro que a USSF, incluindo seu Conselho de Diretores e o presidente Carlos Cordeiro, pretendem totalmente continuar compensando as jogadoras mulheres com menos do que os homens”, disse a nota oficial das jogadoras da seleção.
“Não vão conseguir. Queremos que nossos fãs, patrocinadores, colegas em todo o mundo e mulheres de qualquer lugar saibam que nós estamos destemidas e vamos buscar avidamente por um julgamento no tribunal”, encerrou o comunicado divulgado à imprensa ainda na noite de quarta-feira.
A USSF, também em uma nota oficial, afirmou que deseja chegar a um acordo com a seleção feminina sem a necessidade de levar o caso à Justiça.
“Já dissemos várias vezes que nosso objetivo é encontrar uma solução e, durante a mediação, esperávamos ser capazes de abordar os problemas de maneira respeitosa e chegar a um acordo. Infelizmente, em vez de permitir que a mediação proceda de maneira atenciosa, o conselho dos demandantes adotou uma abordagem agressiva e, em última instância, improdutiva, que se segue a meses de apresentação de informações enganosas ao público, em um esforço para perpetuar a confusão. Nós sempre sabemos que podemos fazer mais”, afirmou a federação.
“Valorizamos nossas jogadoras e temos continuamente mostrado isso, fornecendo-lhes compensação e apoio que excedem qualquer outra equipe feminina no mundo. Apesar das declarações inflamadas de seu porta-voz, que têm a intenção de pintar nossas ações de forma imprecisa e injusta, somos destemidos em nossos esforços para continuar as discussões de boa fé”, concluiu a nota oficial.
As jogadoras da seleção norte-americana deixaram claro antes de embarcar para a França que buscavam mais do que um troféu, mas sim direitos iguais em campo, e que usariam a exposição no Mundial como plataforma política. Em março, no Dia Internacional da Mulher, 28 jogadoras decidiram processar a federação americana de futebol para pedir salários iguais aos dos jogadores. Elas alegam que jogaram 19 partidas a mais do que a seleção masculina em um período de três anos, gastaram mais tempo em viagens, treinos e coletivas de imprensa, mas mesmo assim recebem o equivalente a 38% da remuneração paga aos homens.
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