PF afirma que celular do ex-procurador Rodrigo Janot foi o primeiro a ser invadido por hacker
O celular do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot foi, possivelmente, a origem dos ataques de hackers, segundo informou a Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (13). A partir disso, o invasor chegou aos grupos de conversa dos procuradores e conseguiu os números de celulares dos outros integrantes. As informações são do Jornal Nacional.
A PF instaurou quatro inquéritos para apurar as invasões. Cada um deles tem mais de uma pessoa atingida.
Ainda de acordo com a investigação, todos os telefones de procuradores do Paraná tiveram o aplicativo do Telegram invadido, o que culminou, por exemplo, no vazamento das supostas conversas entre o ministro Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, divulgadas pelo site The Intercept Brasil.
Até agora, foi constado que a invasão ocorreu apenas no aplicativo de mensagens Telegram. Os policiais perceberam ainda que muitos celulares não tinham a dupla verificação, que consiste em uma segunda senha para aumentar a proteção.
Eles afirmaram também que o responsável tinha pleno conhecimento da Lava Jato e quem eram os principais personagens da operação.
Outras invasões
Além de Moro, Janot e Dallagnol, a juíza federal substituta da Lava Jato Gabriela Hardt confirmou nesta quarta-feira (12) que seu aplicativo do Telegram também foi invadido na mesma época (e aparentemente pela mesma pessoa/grupo).
Foi divulgado também que outros magistrados poderiam ter tido seus celulares invadidos, como o desembargador federal Abel Gomes, relator dos processos da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 2.ª Região (TRF-2); o juiz Flávio de Oliveira Lucas, que atuou como substituto nas férias de Gomes; e os procuradores Thaméa Danelon, Andrey Borges, Marcelo Weitzel e Danilo Dias.
Investigação
Em ofício encaminhado nesta quarta-feira (12) à Polícia Federal, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou a unificação da investigação “de forma que possa esclarecer, além do modo de atuação criminoso, os motivos e eventuais contratantes de um ataque cibernético sistemático contra membros do Ministério Público Federal, principalmente aqueles que atuam nas forças-tarefa da Lava Jato do Rio e Curitiba”.
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