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Tarifaço ‘favorável’ ao Brasil – por enquanto

A novidade é que a tarifa passará a valer apenas no dia 6 de agosto e foram excluídos 700 itens da nova taxa, como a Embraer e itens do agronegócio e petroquímicos

Alan Ghani

Trump
Trump EFE/EPA/YURI GRIPAS / POOL

Donald Trump manteve a tarifa de 50% contra o Brasil. A novidade é que a tarifa passará a valer apenas no dia 6 de agosto e foram excluídos 700 itens da nova taxa, como a Embraer e itens do agronegócio e petroquímicos. Provavelmente, Trump avaliou acertadamente que tarifar esses bens prejudicaria companhias aéreas norte americanas e o café da manhã do americano médio (inflação de alimentos). Por outro lado, houve manutenção da tarifa para carne e café.

De qualquer modo, com as exclusões, o impacto foi positivo para o Brasil, tanto é que a bolsa reagiu positivamente após o anúncio. Caso as exclusões sejam mantidas, é algo que o país consegue lidar, sem grandes impactos na economia. O adiamento para o dia 6 de agosto também significa uma possiblidade de exclusão da carne e do café do protecionismo americano.

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Independentemente do desfecho, é essencial que o Brasil mantenha uma posição neutra e pragmática do ponto de vista geopolítico. Afinal, temos interesses tanto com os EUA quanto com a China, e a escolha de um lado prejudica obrigatoriamente a população brasileira. 

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