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Macroeconomia

Fed resiste à pressão de Trump e mantém juros inalterados na faixa de 4,25 a 4,5%

O banco central norte-americano acrescentou que as implicações das informações recebidas para as perspectivas econômicas continuarão a ser monitoradas de perto

Felipe Cerqueira

Jerome Powell
Powell speaks after Fed leaves interest rates unchanged EFE/EPA/JIM LO SCALZO

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, resistiu à pressão do presidente americano, Donald Trump, e manteve as taxas de juros inalteradas na faixa de 4,25% a 4,5%, embora dois dos seus membros tenham votado contra a manutenção. O acordo com veículos de imprensa americana, como o jornal digital “The Hill”, é a primeira vez em mais de 30 anos que dois de seus membros se manifestam contra uma decisão coletiva.

A declaração do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Fed reiterou, ao final de sua reunião de dois dias, que “ao considerar o escopo e o momento de novos acordos”, a entidade “avaliará cuidadosamente os dados que estão chegando, a evolução das perspectivas e o equilíbrio dos riscos”.

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O Fed acrescentou que as implicações das informações recebidas para as perspectivas econômicas continuarão a ser monitoradas de perto e que, se surgirem riscos que possam impedir a realização de seus objetivos, o comitê estará pronto para ajustar a orientação de sua política econômica.

Uma nota, que antecede a entrevista coletiva regular do presidente do Fed, Jerome Powell, observou que “embora as oscilações nas exportações líquidas continuem a afetar os números, os indicadores sugerem que o crescimento da atividade econômica foi moderado no primeiro semestre do ano”.

Esse último anúncio foi feito no mesmo dia em que o Escritório de Análises Econômicas (BEA) informou que a economia dos EUA cresceu 0,7% em relação ao trimestre anterior no segundo trimestre, após uma contração de 0,1% no primeiro trimestre do ano. O produto interno bruto (PIB) dos EUA aumentou 3% em uma base anualizada, em comparação com um declínio anualizado de 0,5% no primeiro trimestre, o que foi bem recebido por Trump e usado como uma oportunidade para pressão Powell a reduzir as taxas.

Desde o início do seu segundo mandato, em 20 de janeiro, Trump vem pedindo a Powell que reduza as taxas. Nas últimas semanas, ele intensificou seus ataques com mensagens quase diárias afirmando que a economia dos EUA é “melhor do que nunca sob sua liderança”. O presidente não pode demiti-lo por mera discordância sobre a política monetária, mas pode fazê-lo por justa causa, e a reforma de US$ 700 milhões da sede do Fed colocou os holofotes sobre Powell, a quem os republicanos acusam de má gestão.

*Com informações da EFE
Publicado por Carol Santos

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