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Morte e destruição em Gaza ‘não têm precedentes na história recente’, denuncia chefe da ONU

Sem mencionar a GHF, apoiada pelos EUA e Israel, António Guterres declarou que se testemunha a ‘agonia de um sistema humanitário’, no qual ‘são negadas as condições necessárias para seu funcionamento’

Victor Trovão

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, discursa sobre clima e energia renovável na sede da ONU em Nova York, em 22 de julho de 2025. Guterres pediu na terça-feira ao crescente setor de inteligência artificial que priorize a energia sustentável para o funcionamento de data centers que consomem muita energia. Guterres afirmou que um data center típico de IA — locais onde os dados são processados — consome a mesma quantidade de eletricidade que 100.000 residências comuns. (Foto de TIMOTHY A. CLARY / AFP)
O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, discursa sobre clima e energia renovável na sede da ONU em Nova York, em 22 de julho de 2025. Guterres pediu na terça-feira ao crescente setor de inteligência artificial que priorize a energia sustentável para o funcionamento de data centers que consomem muita energia. Guterres afirmou que um data center típico de IA — locais onde os dados são processados — consome a mesma quantidade de eletricidade que 100.000 residências comuns. (Foto de TIMOTHY A. CLARY / AFP) TIMOTHY A. CLARY / AFP

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou nesta terça-feira (22) o “horror” na Faixa de Gaza, devastada pela guerra, onde a morte e a destruição atingiram um nível “sem precedentes na história recente”. “Basta olhar para o horror que se desenrola em Gaza, com um nível de morte e destruição sem precedentes na história recente. A desnutrição está aumentando. A fome está batendo em todas as portas”, disse ele em uma reunião do Conselho de Segurança.

“E agora estamos testemunhando a agonia de um sistema humanitário baseado em princípios humanitários”, continuou, sem mencionar a Fundação Humanitária de Gaza (GHF), apoiada pelos Estados Unidos e por Israel, com a qual a ONU se recusa a trabalhar e cujas distribuições levaram a cenas caóticas e mortais.

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A um sistema baseado em princípios humanitários “são negadas as condições necessárias para seu funcionamento. É negado seu espaço necessário para operar. É negada a segurança necessária para salvar vidas”, insistiu Guterres, enquanto a ONU continua pedindo a entrada de ajuda humanitária em massa no pequeno território palestino. “À medida que as operações militares israelenses se intensificam e novas ordens de deslocamento são emitidas em Deir al-Balah, a devastação se soma à devastação”, afirmou.

 *Com informações da AFP

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