Maduro diz aceitar diálogo por ‘acordo de paz’ com México e Uruguai
O ditador Nicolás Maduro afirmou nesta quinta-feira (24) que está de acordo com a proposta de México e Uruguai de iniciar diálogo que leve a Venezuela a um “acordo de paz”. Segurando um exemplar da Constituição, ele participou de evento no Tribunal Supremo de Justiça. Um dia antes, o oposicionista Juan Guaidó se declarou presidente interino do país.
“Os governos do México e do Uruguai propuseram que se crie uma iniciativa internacional para promover um diálogo das partes na Venezuela para buscar uma negociação, um acordo de paz nacional. Estou de acordo com iniciativa diplomática para o diálogo nacional na Venezuela. Estou pronto para o diálogo, o entendimento, a negociação, o acordo.”
Em discurso, Maduro também ordenou que diplomatas venezuelanos que estejam nos Estados Unidos deixem o país governado por Donald Trump. O líder chavista mandou fechar a embaixada e os consulados no território e também expulsou a delegação norte-americana da Venezuela, com determinação para o façam em até 72 horas.
Presidente interino
Na quarta-feira (23), em meio a uma onda de protestos contra a ditadura de Nicolás Maduro, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, considerado o principal líder da oposição, declarou-se presidente interino do país. Como uma das primeiras medidas, ele pediu a diplomatas estrangeiros que não abandonem a região.
Guaidó já recebeu apoio de diversos país, como o Brasil e os Estados Unidos, a quem Maduro acusa de querer patrocinar um golpe em território venezuelano. Na contramão, Irã, Rússia, China, Turquia, China, Cuba e Bolívia declararam apoio ao ditador. As manifestações contra Maduro já somam pelo menos 16 mortos, de acordo com entidades locais.
México e Uruguai
México e Uruguai agiram na quarta para tentar reduzir a tensão na Venezuela. O ministro de Relações Exteriores uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, publicou nota em que afirma que seu país e o México estão propondo um “novo processo de negociações”, com “pleno respeito às leis e aos direitos humanos”, para que a disputa se resolva pacificamente.
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