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Irã adverte sobre resposta ‘iminente’ a ataque israelense contra subúrbio de Beirute

A Defesa Civil do Líbano informou neste domingo três mortes após bombardeios israelenses no sul de Beirute

AFP

Um homem iraniano fala ao celular enquanto caminha ao lado de uma enorme bandeira nacional pendurada acima de lojas em Teerã, em 6 de fevereiro de 2026. O Irã e os Estados Unidos iniciaram negociações em Omã em 6 de fevereiro, com Washington se recusando a descartar uma ação militar contra a república islâmica por sua repressão mortal a protestos em massa.
Um homem iraniano fala ao celular enquanto caminha ao lado de uma enorme bandeira nacional pendurada acima de lojas em Teerã, em 6 de fevereiro de 2026. O Irã e os Estados Unidos iniciaram negociações em Omã em 6 de fevereiro, com Washington se recusando a descartar uma ação militar contra a república islâmica por sua repressão mortal a protestos em massa. AFP

O Conselho Supremo de Segurança Nacional, principal órgão de segurança do Irã, advertiu sobre uma resposta “iminente” ao ataque israelense realizado anteriormente contra um subúrbio ao sul de Beirute, reduto do Hezbollah pró-Irã.

“A resposta dos combatentes do Islã é iminente (…) O Líbano é nossa vida e a violação das linhas vermelhas da República Islâmica não será tolerada”, afirmou no X Mohammad Bagher Zolqadr, secretário do Conselho.

Israel atacou os subúrbios do sul de Beirute neste domingo (14), causando ao menos três mortes. Afirmou que fez isso em resposta a disparos do Hezbollah, aliado do Irã, contra o norte de seu território.

A Defesa Civil do Líbano informou neste domingo três mortes após bombardeios israelenses no sul de Beirute, horas depois de Israel anunciar ataques nos subúrbios da capital, considerados um bastião do movimento pró-Irã Hezbollah.

Donald Trump disse que um ataque israelense contra Beirute “não deveria ter ocorrido”, após provocar um forte protesto do Irã que colocou em dúvida a promessa do presidente americano de que um acordo de paz será assinado neste domingo.

O presidente dos Estados Unidos não escondeu sua frustração com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu: “É tão grave… não pude acreditar. Uma hora antes de quando deveríamos assinar o acordo”.

Com uma série de palavrões, Trump disse ao Axios que repreendeu Netanyahu duramente.