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Macroeconomia

Economia brasileira cresce 1,4% no 1º tri de 2025 e o agronegócio brilha

Pela ótica da oferta, o crescimento foi puxado essencialmente pela expansão de 12,2% da agropecuária

Alan Ghani

Homem agricultor mostrando saladas frescas cultivadas para empresária agrônoma discutindo a produção
farmer DCStudio/Freepik

O PIB do Brasil cresceu 1,4% na margem, ou seja, na passagem do 4º trimestre de 2024 para o 1º trimestre de 2025. Pela ótica da oferta, o crescimento foi puxado essencialmente pela expansão de 12,2% da agropecuária. Em menor ritmo, houve crescimento de 0,3% do setor de serviços, e queda de 0,1% da indústria.

Outra forma de mensurar o PIB é pela ótica da demanda – destino final da produção. Por esse prisma, a formação bruta de capital das empresas (investimento das empresas) cresceu (3,1%), o consumo das famílias, 1,0%; o gasto do governo, 0,1%; as exportações, 2,9%, e as importações, 5,9%.

O crescimento das importações, combinado com o aumento do investimento das empresas, sugere que as indústrias têm suprido suas necessidades não apenas comprando bens de capital aqui no Brasil, mas importando máquinas e tecnologia lá de fora. Se mesmo com a Selic acima de 14%, houve expansão do investimento, imagine se a taxa básica de juros fosse menor.

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Se o governo reduzisse seu gasto, seria possível uma queda significativa da taxa de juros, beneficiando o investimento produtivo, além de sobrar mais recursos para investimentos públicos em infraestrutura que beneficiariam tanto o agronegócio quanto à indústria. O Brasil precisa de menos Estado para o país decolar.

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