Seleção italiana tem o desafio de voltar para Copa depois de oito anos
Primeira seleção a se tornar bicampeã do mundo, em 1934 e 1938, a Itália começa a brigar, em junho, por uma vaga na Copa de 2026. O desafio é grande, já que a Squadra Azzurra ficou de fora das duas últimas edições, algo inédito na história. A equipe, comandada por Luciano Spalletti, está no Grupo I, ao lado de Noruega, Israel, Estônia e Moldávia.
A tetracampeã Itália (1934, 1938, 1982 e 2006) não se classificou para os torneios na Rússia, em 2018, e no Catar, em 2022, o que mostra as dificuldades de renovação do elenco. Mesmo com a eliminação na Eurocopa do ano passado, o treinador Spalletti foi mantido.
Nesta semana, Carlo Ancelotti, apresentado como novo técnico do Brasil, elogiou o colega e compatriota e destacou que a Azzurra nunca lhe apresentou um convite. “Por que não ir para a seleção da Itália? Porque, neste momento, a Itália tem um treinador e não precisava de outro. Na Itália nunca me convidaram, o interesse foi do Brasil”, declarou Ancelotti.
Até a ausência de 2018, a Itália só não tinha disputado os Mundiais de 1930, no Uruguai, e 1958, na Suécia. A Squadra Azzurra é uma das equipes mais tradicionais da história das Copas. Contra o Brasil, perdeu as finais de 1970 e 1994. Volto agora ao ano de 1934, quando a Itália vivia a ditadura de Benito Mussolini que transformou a seleção do país em um “exército”. No Mundial disputado dentro de casa, o Duce mandava bilhetes aos jogadores: “Ou vencem, ou morrem”.
Mussolini e todo o ministério do governo estavam presentes em 10 de junho de 1934, em Roma, dia da final da Copa contra a Tchecoslováquia. A partida foi disputada no Stadio del Partito Nazionale Fascista, conhecido como “Velho Stadio Flamínio”. Construído em 1927 pelo governo fascista, era utilizado por Lazio e Roma. Foi demolido em 1953 e deu lugar ao Estádio Flamínio, hoje pouco utilizado para o futebol. A seleção italiana era comandada por Vittorio Pozzo, o único, até hoje, a vencer dois Mundiais como treinador (1934 e 1938).
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A Tchecoslováquia abriu o placar, com Puc, mas Orsi empatou e a partida foi para a prorrogação. O gol da vitória e do título italiano veio pelos pés de Schiavio. Em meio às pressões do fascismo, o goleiro Combi recebeu a taça. O jornalista Orlando Duarte, autor de “Todas as Copas do Mundo”, lembra que cada jogador italiano foi presenteado com um troféu de bronze marcado com a efígie de Benito Mussolini.
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