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Thiago Uberreich

Frieza da Alemanha garante o bicampeonato mundial para o país em 1974

A equipe, que tinha Beckenbauer como destaque, surpreendeu a favorita Holanda

Thiago Uberreich

O jogador de futebol da Alemanha Ocidental, Franz Beckenbauer (2º à dir.), comemora com seu companheiro de time Juergen Grabowski (d), durante volta no Estádio Olímpico de Munique
Franz Beckenbauer ASSOCIATED PRESS/AE

Fecho hoje essa “série” sobre a Copa de 1974 relembrando a finalíssima do mundial. Assim como em 1954, contra a Hungria, a Alemanha surpreendeu a seleção favorita, desta vez a Holanda. No total, 75 mil torcedores compareceram ao magnífico Olympiastadion. Aos 2 minutos de jogo, o árbitro John Taylor, da Inglaterra, marcou um pênalti para os holandeses e Neeskens converteu. 

Apesar da vantagem no placar, a equipe não conseguiu apresentar o mesmo futebol das outras partidas, e a Alemanha passou a dominar o adversário. Aos 25 minutos, foi marcado pênalti para os alemães. Breitner empatou. Aos 43 minutos, Gerd Müller fez o segundo, depois de uma jogada pela direita. Müller chegava ao décimo quarto gol em Copas, somando os dez de 1970 e os quatro de 1974. 

O placar de 2 a 1 coroou a disciplina alemã e o trabalho do técnico Helmut Schön. O Kaiser (imperador, em alemão) Franz Beckenbauer ergueu a taça. Depois da conquista definitiva da Jules Rimet, em 1970, a Fifa encomendou ao escultor italiano Silvio Gazzaniga um novo troféu. Ao contrário da taça anterior, que ficou nas mãos do Brasil, dessa vez não haveria posse definitiva.

A Folha de S.Paulo trazia na manchete principal: “Alemães são reis até 1978; a Alemanha vence a lógica mais uma vez”. O técnico Helmut Schön foi muito criticado e questionado pela imprensa alemã e, depois da conquista, desabafou. A Folha relata: “‘Hoje sou um homem feliz, muito feliz. Tínhamos uma obrigação a cumprir e conseguimos.’ Sobre a derrota para a Alemanha Oriental na primeira fase, o treinador salientou: ‘No fim, até essa derrota foi importante. Abrimos nossos olhos, pudemos conscientizar todos de que conquistar o título não seria nada fácil. Após a derrota para a DDR, fiz uma reunião com os jogadores. Discutimos nossos problemas, traçamos nossos planos e falamos de nossas responsabilidades. A reação dos jogadores foi a melhor possível. Eles prometeram dedicação total e esforço imenso.”

Ouça agora os gols e trechos da final da Copa de 1974, entre Alemanha e Holanda, com a narração de Armindo Antônio Ranzolin, da Rádio Guaíba. Os áudios foram gentilmente cedidos pelo pesquisador Ciro Götz. Espero que gostem. 

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