Ferramenta jurídica ajuda a calcular descontos indevidos em fraude do INSS
Diante das denúncias de descontos indevidos em benefícios do INSS que atingem mais de 9 milhões de aposentados, uma startup jurídica desenvolveu uma ferramenta para auxiliar advogados na identificação de possíveis fraudes e no cálculo de valores a serem restituídos. A Jusfy, lawtech especializada em soluções digitais para a área jurídica, lançou a calculadora JusCalc INSS (Restituição), que analisa os extratos de pagamento do INSS, identifica descontos não autorizados e gera automaticamente um relatório com o valor a ser recuperado — incluindo correções, juros e a petição para o ingresso de ação judicial.
Em apenas duas semanas desde o lançamento, a ferramenta já processou cerca de mil cálculos. Segundo a startup, o tempo de análise é inferior a um minuto, e o resultado apresenta valores simples ou em dobro, conforme definido pelo advogado responsável. A média das restituições calculadas até o momento é de R$ 7.036,11, com possibilidade de aplicação de juros de até 100%.
Para utilizar a JusCalc, é necessário que o aposentado envie ao advogado os extratos de benefícios do período entre 2019 e 2024, intervalo em que, segundo o governo, ocorreram as fraudes. Com esses dados, a calculadora faz automaticamente a leitura e o levantamento dos valores indevidos.
Rafael Bagolin, CEO da Jusfy, explica que a ferramenta foi criada logo após a divulgação das fraudes. “Vimos a oportunidade de oferecer um serviço relevante tanto para os aposentados prejudicados quanto para os advogados, que precisam lidar com cálculos complexos. Esse tipo de inovação é justamente o que motivou o surgimento da Jusfy”, afirma.
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O governo federal começou a notificar os aposentados afetados na última quarta-feira (14), mas ainda não há previsão para o ressarcimento dos valores. Diante disso, a startup defende que os beneficiários podem se antecipar buscando apoio jurídico. “A ferramenta permite que o aposentado descubra com antecedência se foi lesado e agilize o processo de restituição por meio de seu advogado”, diz Bagolin.
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